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“Então esta é a propriedade que eu lhe falei antes”, informou o corretor, apresentando uma enorme mansão no bairro mais procurado da cidade pelos novos ricos. “Tem cerca 8 mil e quinhentos metros quadrados de área útil, incluindo uma piscina de 25 metros, uma quadra de tênis, um espaço poliesportivo, uma casa de hóspedes com quatro suítes e, claro, a construção principal é a Mansão Branca, chamada assim devido ao márm-.”

“Esse jardim deve ser caro para manter”, cortou o comprador.

O corretor hesitou, atrapalhado no meio da apresentação decorada que tinha preparado, mesmo assim recuperou o momento de sua fala: “Hã, sim. O jardim era o orgulho da madame Carolina e, de fato, já recebeu prêmios de algumas revistas especializadas.”

“Quanto você supõe que custa para manter esse jardim?”

Demorou alguns segundos para que o corretor avaliasse que não havia alguma armadilha na pergunta. “Acredito que o valor fique entre 3 a 5 mil por mês, senhor.”

O comprador pôs a mão no bolso e dali tirou o celular. Ele digitou alguns números e, depois, esperou por algum tempo. “Herman, oi, sou eu”, apresentou-se a quem estava do outro lado da linha. “Ah, sim, tudo. Ei, preciso saber: quanto eu ainda tenho?”

O corretor ficou subitamente interessado na conversa que fingia não escutar.

“Tudo isso? Mas que desgraça maldita.” O comprador não parecia feliz. “Você não reservou a mesa que pedi no Le Comid Ben Carin? Como assim eles não aceitam reservas por uma semana? E um mês? Também não? Eles não gostam de dinheiro, é isso? Então faz o seguinte, chama o Douglas. Sim, o Douglas. É, meu amigo lá do clube. Fale com ele e diga para ele chamar quem ele quiser e ir para esse restaurante safado e que fiquem o dia todo pedindo comida.” Houve um momento de silêncio da parte do comprador. “Sim, eles podem comer, é claro. Mas não precisam, se não quiserem. Mas tem que pedir sem parar. Depois junta tudo e traga para… um momento.”

O comprador deixou o celular de lado e voltou-se para o corretor, que disfarçava sua atenção mexendo na mureta de pedra que cercava a propriedade.

“Qual é o endereço daqui?”, perguntou o comprador.

“Alameda Leste, 1322”, o corretor respondeu.

“Obrigado”, agradeceu o comprador. “Alameda Leste, 1322”, disse, agora de volta à conversa pelo celular. “Sim, traga tudo que puderem. Terá uma festa aqui hoje. Ah, um momento.” O comprador tirou o telefone do ouvido e fez outra questão ao corretor: “Você diria que o valor dessa propriedade está em alta?”

“Ah, sim. A região está em franca expansão e a previsão é que os preços subam nos próximos anos.”

O comprador deu de ombros. “É, terei que fazer algo com relação a isso depois.” De novo ao celular falou: “Ah, e diga para o Douglas contratar o chef do restaurante. Quanto? Tanto faz quanto for. Isso, Alameda Leste, 1322. Ok, tchau.” Desligou o telefone. “Desculpe por isso. Bem, considere comprado o local.”

Um sorriso largo espalhou-se pelo rosto do corretor. “Excelente! Eu tenho o contrato aqui…”

“Uma coisa só”, falou o comprador, fazendo o ânimo do corretor murchar um pouco. “Você conhece bastante pessoas?”

“Sim… algumas, por quê?”

“É que terá uma festa aqui esta noite e eu quero que seja… hum… de arrasar.”

LAST WILL – O JOGO

Imagem por karel_danek
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The Voyages of Marco Polo – Primeiras impressões

Publicado: 4 de agosto de 2015 por Alexandre Trentini em Resenha
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Essa semana joguei algumas partidas desse jogo recém lançado pela Z-Man, dos designers Simoni Luciani e Daniele Tascini. Marco Polo e suas viagens sempre foi um assunto de fascínio para mim e gosto muito do trabalho desses dois designers italianos em Tzolk’in, o que me levou a comprar esse jogo sem pensar muito.

Crédito: Z-Man Games

The Voyages of Marco Polo é um euro game de 2 a 4 jogadores com influências que vão de jogos como Troyes e Bora Bora até Ticket to Ride. (mais…)

Por Bruno Libonati

Um Euro com uma proposta bem interessante, celebrar o 400º aniversário da cidade de Québec. Então o jogo se desenrola no decorrer desses quatro séculos, dando em cada um deles uma relevância maior a cada aspecto que guiara a sociedade quebequense durante este período, sendo no primeiro século a igreja, então o estado, a economia e, por fim, a cultura. A cidadela de Québec, por uma razão que minha ignorância contempla, tem a maior relevância em todos os séculos.

Imagem por Comet
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Five Tribes – Resenha

Publicado: 22 de outubro de 2014 por Alexandre Trentini em Resenha
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Five Tribes é um jogo projetado por Bruno Cathala (Shadows over Camelot, Jamaica, Cyclade) e publicado pela Days of Wonder em setembro de 2014.

Esse foi um dos jogos mais badalados da GenCon e também da Essen, com opiniões mistas dos jogadores, mas de uma forma geral muito elogiado pela crítica especializada.

capa

Tema

No jogo cada jogador é um viajante que vai parar no Sultanato de Naqala, inspirado nos contos de As mil e uma noites, o Sultão de Naqala faleceu e as 5 tribos estão espalhadas por toda a região, no jogo tentamos reunir da melhor forma possível os membros das 5 tribos para obtermos seu suporte e o jogador que melhor conseguir reunir as tribos será considerado o novo sultão de Naqala. (mais…)

Francis Drake – Primeiras Impressões

Publicado: 28 de fevereiro de 2014 por Alexandre Trentini em Resenha
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Francis Drake é um jogo feito por Peter Hawes, lançado em 2013 pela Eagle Games.

Tema

Sir Francis Drake foi um capitão corsário a serviço da rainha da Inglaterra, Elizabeth I, que viveu entre os anos de 1540 e 1596 e foi o segundo a realizar uma volta na Terra navegando. O jogo carrega o nome dessa importante figura histórica, pois seu tema é a navegação. Cada jogador é um corsário a serviço da rainha Elizabeth I e o objetivo é realizar 3 viagens nas quais os jogadores devem saquear galeões, fortes e cidades colônias espanholas, além de realizar comércio e troca de produtos nas ilhas do Caribe. (mais…)