Posts com Tag ‘Sci Fi’

Os soldados chegaram até a Capela da Ira de Baal onde a situação saiu totalmente de controle. Até então os poderosos ataques do Irmão Claudio e do Irmão Leon estavam bastante efetivos e isto, conjugado com as detonações precisas das portas, permitiu um avanço preciso e relativamente seguro. Porém na Capela as criaturas vieram em hordas ainda maiores e começaram a cercar e pressionar as posições dos soldados.

O Irmão Leon teve trabalho para chegar até a porta e não pode deixá-la tão bem armada como das vezes anteriores. A retaguarda era acossada a todo momento e o Capelão Raziel foi morto pelas criaturas. O Irmão Claudio, vendo a situação periclitante, deu sua temível carga heroica, lançando destruição aos genestealers, todavia foi também seu ato final, pois sua armadura e seus armamentos entraram em colapso, destruindo-se e encerrando a vida do Irmão Claudio.

Restavam somente dois soldados e, mesmo com o sacrifício do Irmão Claudio, a Capela ainda estava tomada. Lexicanium Calistarius ordenou que o Irmão Leon prosseguisse com seu trabalho na porta e, sozinho, suportou os ataques das criaturas pelo tempo que foi possível – o suficiente para que o Irmão Leon conseguisse destravar a porta e armar os explosivos. Contudo, somente o Irmão Leon conseguiu atravessá-la – o Lexicanium Calistarius, ferido e amplamente sobrepujado, deu o comando para que a missão prosseguisse a qualquer custo e que a porta fosse selada. O Irmão Leon cumpriu a ordem e este foi o fim de Calistarius e de um bom tanto dos genestealers que tentaram se lançar pela passagem.

Afinal o objetivo da missão estava próximo: o Irmão Leon encontrava-se na Estação de Bombeamento de Toxinas, que antigamente servia para livrar a gigantesca Space Hulk dos detritos e substâncias tóxicas produzidas pelas espaçonave e por seus ocupantes, e agora serviria para usar seus sistemas de escaneamento para usar as toxinas como armas contra a ocupação dos genestealers. Isso só exigia algum tempo…

O Irmão Leon começou a ativar o sistema e, pelo canto do olho, viu que os genestealers invadiam o local pelos dutos. Ele foi obrigado a dividir sua atenção entre reverter a ação do programa da Estação e defender-se das criaturas. Sua mira estava evidentemente abençoada e o Irmão Leon, mesmo sabendo que não sairia dali vivo, sentiu-se animado pela perspectiva de causar imenso dano aos genestealers malditos – bastava ele terminar de reprogramar o sistema.

Porém quando uma garra capaz de perfurar o aço reforçado de sua armadura penetrou-lhe nas costas – um ataque surpresa de um genestealer que surgiu pelo grade do chão -, a dúvida instaurou-se. A fé mantinha o Irmão Leon concentrado, e com alguns disparos sem mira que serviu para assustar, talvez houvesse tempo. Talvez… Mas não houve. Pelo buraco outras criaturas invadiram e o Irmão Leon foi derrubado e morto. Sua mão ainda estava nos controles do painel, mas não havia mais um corpo ligado à ela.

A missão falhara.

SPACE HULK: DEATH ANGEL – O JOGO

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Star Realms – Breve comentário

Publicado: 8 de julho de 2015 por Alexandre Trentini em Resenha
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Olá, pessoal, faz algum tempo que não posto alguma coisa por aqui e hoje resolvi postar um breve comentário sobre um jogo que não consigo parar de jogar.

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As impressões aqui são por conta de várias partidas online e contra a IA na ótima versão digital do jogo, eu o ví sendo jogado uma vez na versão física, mas ainda não tive a oportunidade de jogar a cópia física, entretanto as regras são as mesmas e o fator de diversão é o mesmo.

Star Realms é um jogo de deckbuilding criado por Robert Dougherty (Ascension) e Darwin Kastle publicada pela White Wizard Games em 2014, vencedor do prêmio Golden Geek 2014 na categoria de jogos para 2 pessoas. O tema do jogo é uma batalha entre os jogadores pela dominância da galáxia.

Star Realms tem uma premissa bem simples que o difere de vários outros deckbuildings tradicionais, como Dominion, nele ao invés de o jogador vencer por pontos de vitória,  a vitória ocorre por destruir a reputação do adversário. Por conta disso, o jogo funciona melhor em 2 jogadores, entretanto existem regras para fazer ele funcionar em até 6 jogadores utilizando cópias adicionais do jogo para cada par de jogadores a mais. (mais…)

Sempre fui muito fã de Race for the Galaxy e criei expectativas com relação aos anúncios, há alguns anos, da expansão Alien Artifacts e do jogo de dados baseado no Race for the Galaxy chamado Roll for the Galaxy. Ambos demoraram anos para se concretizarem e infelizmente nem tudo atendeu às minhas expectativas. O Alien Artifacts possui cartas bem interessantes, mas o módulo de orbe me decepcionou bastante, deixarei para o futuro uma resenha dessa expansão, como já prometido em minha análise sobre o primeiro arco de expansões. Mas e o Roll for the Galaxy, atendeu minhas expectativas?

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Roll for the Galaxy é um jogo de Thomas Lehmann e Wei-Hua Huang baseado em Race for the Galaxy, de Thomas Lehmann, publicado pela Rio Grande Games em 2015 de 2 a 5 jogadores em que cada jogador representa uma raça com um império intergalático que precisa se desenvolver, colonizar novos planetas e vender e consumir produtos para a manutenção desse império, o jogador que conseguir o melhor desempenho com seu império (atingir mais pontos de vitória) vence.
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Space Empires: 4X – resenha

Publicado: 15 de janeiro de 2015 por Alexandre Trentini em Resenha
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“E então a frota atravessou o espaço desconhecido através de rotas perigosas, por entre nebulosas e cinturões de meteoros, desviando do horizonte de eventos de buracos negros. Os humanos ainda estavam em um espaço desconhecido e os batedores, quando voltavam com novas informações, não eram completamente precisas, mas na maioria das vezes desapareciam sem deixar vestígios e a frota jamais sabia de seus paradeiros.

O homem ainda está engatinhando em um espaço desconhecido, o serviço de inteligência militar espacial ainda é pouco eficaz se comparado aos das Grandes Guerras Mundiais. Se encontrarmos uma ameaça desconhecida além do espaço profundo não há como estimar se nossas forças serão suficientes.

-Almirante, um dos batedores retornou a frota com a informação de que estamos navegando sob território de outra civilização – afirmou o Comandante.

-Comandante, sabemos qual é o tamanho do perigo? Temos alguma informação sobre suas tecnologias ou o tamanho de suas frotas? – respondeu o Almirante.

-Não, senhor, o máximo que conseguiram estimar foi a posição de algumas frotas, mas não conseguem estimar com exatidão o tamanho dessas frotas e nem quais tecnologias possuem. Não sabemos se a civilização é pacífica, mas estimamos que nossas posições provavelmente sejam conhecidas por eles também.

-Todos nós sabemos que o combustível inteiro da frota era só de ida, mas conseguiremos enviar dois mensageiros pelo caminho seguro que traçamos de volta às nossas colônias com a informação de que encontramos uma civilização desconhecida. Estamos em uma guerra contra o desconhecido, a ordem é atirar primeiro, fazer perguntas depois.

-Mas senhor, e se eles forem pacíficos?

-E se não forem? Tenho certeza que não terão piedade de nós, essa é uma luta pela sobrevivência e a ordem é essa, preparem as armas, iremos atacar diretamente suas colônias.

Essas foram as últimas ordens antes de a frota ser dizimada, não por naves inimigas tecnologicamente superiores, mas por meras minas espaciais que explodiram assim que as naves da frota chegaram ao seu destino.”

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O objetivo dessa resenha é apenas focar nas três primeiras expansões já lançadas para o Race for the Galaxy excluindo a mais recente expansão lançada, Alien Artifact, que é incompatível com as 3 expansões aqui citadas abrindo um novo arco de expansões. Se você procura uma resenha completa do jogo base, encontrará uma ótima resenha feita pelo Tiago Perretto nesse blog. Dito isso, a intenção dessa resenha é complementar a resenha do Tiago, focando aonde ele não focou em sua resenha: nas expansões desse primeiro arco.

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Aviso: O objetivo das resenhas “Somente o Básico” é escrever o mínimo necessário para que o leitor entenda e se interesse pelo jogo.

 

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Imagem por WizKids

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