Posts com Tag ‘Mythos’

ARKHAM HORROR

Da ambientação

É um jogo inspirados nas obras de Lovecraft e de vários de seus seguidores que lidam com os chamados Cthulhu Mythos.

Trata basicamente de pessoas comuns vendo-se de frente a forças terríveis, cósmicas, em que a humanidade é um pequeno e frágil incômodo. As aventuras se passam principalmente na cidade de Arkham e em suas cercanias, no ano de 1926. (mais…)

Anúncios

DAS GENERALIDADES

Elder Sign é um jogo com a temática de horror cósmico fundamentado – com certa liberdade de interpretação – nos escritos de H. P. Lovecraft e outros escritos contemporâneos que ampliaram o que veio a ser conhecido como Mythos.

(Cortesia de W Eric Martin)

O jogo tem duração média de 90 minutos, mas pode variar em qualquer coisa entre 45 minutos a pouco mais de 2 horas; e numa mesma partida pode acomodar até 8 jogadores (ainda que o recomendado, tal qual como em seu irmão mais velho – o Arkham Horror -, é que não supere os 5 jogadores, ou o tempo de espera entre as jogadas de cada um pode se estender além do razoável).
(mais…)

Joe Sargent não estava tendo um bom dia; quando acordou ele previra isso, logo ao ver que acabara o café. No estacionamento viu que o pneu traseiro apareceu murcho. Isso não o surpreendeu, mas o exasperou mesmo assim. Todos precisavam ser trocados havia mais tempo do que ele se lembrava, mas isso custava dinheiro e gastar era algo que Joe não apreciava.

O dia estava ensolarado, algo que ele também desgostava. O sol fazia as pessoas quererem sair, vir para a praia, e isso significava mais passageiros. Ele tinha implicância com passageiros – ainda teria de encontrar um que suportasse. Não o irritava se ficassem em silêncio, no fundo do ônibus, mas alguns insistiam em sentar-se na frente e tentar tecer uma conversa sem sentido. Alguém, após vários resmungos e respostas ríspidas, perguntou para o Joe porque ele fazia aquele trabalho, se queria evitar as pessoas? Alguém tem de fazer, ele respondeu. Joe, na verdade, não sabia se alguém tinha mesmo que fazer. Entretanto, sua principal dúvida era se esse alguém tinha de ser ele. Joe achava que não, mas a realidade discordava.

Decidiu, após arrumar o pneu, que hoje seria seu dia de folga. Assim, levou o ônibus para as montanhas. Preferia o mar, porém deu uma chance para as montanhas o impressionar. No alto, a estrada era malfeita, estreita, contudo Joe tinha experiência no volante, então seguiu adiante. No alto, viu formas na montanha que, de longe, pareciam pedras cobertas por vegetação, mas, de perto, mostram-se formas geométricas perfeitas – cubos, principalmente, mas também triângulos, discos e grupos de hastes paralelas. Parecia haver entradas talhadas nas construções e, em uma delas, entre as sombras, Joe viu algo que não deveria existir. Uma coisa amorfa, inchada, de produzia partes de membros e olhos na mesma velocidade que os consumia.

Joe perdeu o controle do ônibus com o susto e o veículo saiu da estrada. O ônibus não caiu imediatamente, ficando preso pelo eixo ao solo rochoso, pendendo acima da ribanceira. Joe saiu devagar de seu assento e caminho em passos curtos, cautelosos, até a porta traseira do veículo. Quando a alcançou viu que esquecera a chave dela na ignição. Joe Sargent, instintivamente, bateu o pé no piso, reclamando da má sorte. O ônibus, então, perdeu o delicado equilíbrio e caiu.

Enquanto a terra se aproximava de modo inexorável, Joe pensou que, desde o princípio, ele sabia que aquele não seria um bom dia.
(mais…)