Posts com Tag ‘Jogos cooperativos’

Texto por Raphael Ligmanowski Carvalho

Mulherada na operação verão fazendo Zumba e liberando os maridos para outras atividades físicas intensas e desafiadoras: bater Fight 1  ou correr Kick Butt  de uma horda de zumbis. O jogo em questão é o Eaten by Zombies! de Max Holliday publicado pela Mayday Games.

O jogo: Eaten by Zombies é um deck building para 2-4 jogadores com o jogo base e de 2-6 com a expansão In Cahoots. A construção do deck acontece durante a partida onde a gestão adequada das cartas é um fator decisivo para o jogador. Cada sobrevivente começa com 12 cartas iguais, que são embaralhadas e separadas em dois, seis cartas formam a mão inicial do jogador e as outras o baralho de compras, a mão, o baralho de compras e a pilha de descartes, formam a safe house do sobrevivente. No centro da mesa colocam-se os escombros do que sobrou após o apocalipse zumbi, que são as cartas que poderão ser adicionadas aos baralhos dos jogadores durante a partida. Por fim é formado o baralho de zumbis (que depende do número de jogadores) e disposto ao alcance de todos.

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Olá!

Aviso que as impressões abaixo, como dito, são as primeiras, com base em duas partidas em 3 pessoas.

O básico das regras:

Mice and Mystics é um jogo temático, misturando fantasia medieval e contos de fada, pois nele um grupo de pessoas, fiéis ao Rei, que está sob um feitiço maligno lançado pela pretendente ao trono, Vanestra. O grupo foi feito prisioneiro, quando realizavam um reunião para discutir o que fazer para livrar o reino de Vanestra, e, na cadeia, o mago Maginos valeu-se de um tufo do cabelo de Vanestra para realizar uma transformação mística: todos na cela foram transformados em camundongos! Agora, neste nova forma, eles irão enfrentar perigos – agora ainda maiores – para ajudar o Rei e derrotar Vanestra e os servos desta.
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ARKHAM HORROR

Da ambientação

É um jogo inspirados nas obras de Lovecraft e de vários de seus seguidores que lidam com os chamados Cthulhu Mythos.

Trata basicamente de pessoas comuns vendo-se de frente a forças terríveis, cósmicas, em que a humanidade é um pequeno e frágil incômodo. As aventuras se passam principalmente na cidade de Arkham e em suas cercanias, no ano de 1926. (mais…)

DAS GENERALIDADES

Elder Sign é um jogo com a temática de horror cósmico fundamentado – com certa liberdade de interpretação – nos escritos de H. P. Lovecraft e outros escritos contemporâneos que ampliaram o que veio a ser conhecido como Mythos.

(Cortesia de W Eric Martin)

O jogo tem duração média de 90 minutos, mas pode variar em qualquer coisa entre 45 minutos a pouco mais de 2 horas; e numa mesma partida pode acomodar até 8 jogadores (ainda que o recomendado, tal qual como em seu irmão mais velho – o Arkham Horror -, é que não supere os 5 jogadores, ou o tempo de espera entre as jogadas de cada um pode se estender além do razoável).
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O hospital não tinha as instalações necessárias para atender o fluxo constante de pacientes. Havia odores diversos no ar, mas nenhum aprazível. O diretor do hospital veio até ele com o rosto preocupado. Cumprimentou-o com firmeza e, num sotaque pesado, explicou a situação:

– Como vê, estamos superlotados. A estrutura no momento não é capaz de suportar a chegada de novos pacientes, mas também não temos para onde enviá-los. O Ministro da Saúde disse-me que em poucos dias irá para votação um programa de recrutamento de profissionais diversos – médicos, enfermeiros – além de um fundo de emergência para uso em pesquisa, compra de remédios e equipamentos para mantermos os infectados em quarentena.

– Os infectados não estão em quarentena? – surpreendeu-se.

– Alguns, mas nem perto de todos. Ampliamos a área destinada para o isolamento, mas são muitos.

– Onde eles estão?

– Armamos tendas no pátio e no estacionamento – informou o diretor, em tom de desculpas. – Não há motivo para mantê-los dentro do hospital, já que não há ainda tratamento comprovadamente efetivo contra a doença.

– O clima seco não atrapalha? – questionou porque, nos casos ocorridos em Algiers, o clima seco e quente agravava a ação da doença, devido às dificuldades respiratórias.

O diretor suspirou, rendido.

– Sim, piora o estado. Usamos umidificadores dentro das tendas, porém o resultado é… menos do que ideal. Não é uma situação ideal, entenda. Apenas não temos outra coisa para fazer. Ainda não, ao menos.

O silêncio que seguiu-se foi recheado com uma mistura de pedido e crítica. O pano das tendas estalava no vento seco e quente. Ruídos de vozes baixas, tosse e orações eram ouvidos pelo local. Os dois atravessaram o espaço sem falar, talvez em sinal de respeito, talvez por medo.

Na entrada do estacionamento uma legião de pessoas empurravam-se em busca de atendimento. A maioria, felizmente, ainda não estava infectada, contudo, em sua busca desesperada por uma cura que não lhes era necessária, poderiam contrair o que tanto temiam. Não havia solução, no entanto. Era sempre assim, em todo lugar. A potente buzina de um caminhão serviu para afastar as pessoas e, pelo vão, três veículos grandes, carregados, chegaram até onde o Especialista em Operações e o diretor do hospital estavam. Um sorriso espalhou-se pelo rosto do diretor. O Especialista falou:

– Faremos a central de atendimento logístico de todo o norte da África aqui no Cairo. Fui informado de manhã que os aviões com o resto do equipamento já partiram de Paris e até de noite estarão aqui. Vamos, até lá ainda temos bastante trabalho.

PANDEMIC – O JOGO

Imagem por Rokkr

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Olá, pessoas!

Cenário 11: Dia do Julgamento
Jogadores:
André – Agente Titanium Hulk
Marcelo – Agente Iridium Sniper
Éder – Agente Mercury Infiltrator
Eu – Agente G-Droid Biotech

Jogamos o cenário 11, Dia do Julgamento (Judgment Day). Com as informações coletadas na missão anterior, com o Hakbar, a Agência soube, afinal, onde está localizada a nave-mãe dos aliens e, ainda melhor, o Hakbar preparou uma bomba especificamente capaz de destruir a nave. Só que a Agência ainda não sabe bem como usá-la. Mas e isso já impediu alguém que amarrar uma bomba nas costas e ir correndo na direção dos inimigos? Nunca! Assim, os agentes foram enviados para o local da nave-mãe.

Guardando a nave havia uma quantidade de aliens, mas a nova bazuca-escopeta-hellfire-alien do G-Droid deu-lhes as boas-vindas, e logo havia bem menos do que antes. O robô Nexus mantinha-se firme no posto, e um de seus ataques explosivos quase deu problemas ao G-Droid e seus droides. Após um Spine Critter aproximar-se de nosso sniper, o Iridium (Marcelo), este gritou de medo e o Titanium (André) assumiu a bronca e deu um chega-pra-lá no alien.

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Os passos no corredor são leves, cuidadosos, de alguém – ou algo – que avança com propósito. Deve ser somente uma impressão, mas ele podia jurar que o sangue que pingava do ferimento batia algo como um prego caindo numa folha de metal. A mão tremiam e estava pegajosa pelo suor misturado com o sangue, mas havia firmeza no modo como segurava a arma improvisada. Era incerto se a barra de aço faria algum dano nas criaturas, mas ela teria de ser o suficiente. O computador indicara que pelo menos dois membros de seu grupo haviam contraído a infecção dos parasitas.

Ainda não havia sinal do ninho, mas ele deveria estar perto. A atividade dos parasitas estava próximo de um frenesi, tornando-os imprevisíveis, perigosos além do usual. A luz que vinha pelo visor da porta de segurança foi bloqueada e a sala toda tornou-se ainda mais escura. Alguém tentava enxergar ali dentro. O homem ferido tremia em expectativa, esperando que a pessoa do outro lado não tivesse um cartão de acesso. Tal esperança foi destruída quando o zumbido eletrônico da tranca abrindo-se. As luzes ligaram-se de forma automática e o soldado ficou momentaneamente cegado, porém como estava agachado não foi visto até recuperar a visão.

Os passos do recém-chegado eram lentos. Quando sua sombra passou por cima do balcão o soldado levantou-se de pronto, apontando a barra de aço para aquele que, pouco tempo atrás, era seu colega, igualmente preso à essa missão suicidada nesta Estação de Pesquisa na orla do cosmos conhecido. Seria ele ainda?

“Calma, soldado”, disse o recém-chegado. “Estamos do mesmo lado.”

“Meu lado só tem espaço para um, e eu já o estou ocupando”, o soldado respondeu.

“Difícil sobreviver aqui sozinho”, afirmou o recém-chegado.

“Aqui são as companhias que andam matando”, retrucou o soldado.

Os dois se encararam. Havia algo de preocupante na tranquilidade do recém-chegado. Seria ele um deles agora? Um dos parasitas?

O sangue continuava pingando e antes do dia terminar, haveria ainda muito mais espalhado por essa estação maldita. Essa estação do pânico.
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