Posts com Tag ‘Cthulhu Mythos’

“Não vou voltar a dormir então é melhor escrever algo sobre o que vi, pois quando o dia chegar, eu espero que as imagens sumam, como quando as névoas dos sonhos se dissipam. Eu estava andando por uma praia, mas era noite e eu não via o mar – havia somente uma escuridão de ambos os lados, na esquerda havia silêncio, na direita, o enorme rumor das ondas, e no meio uma extensa, infinita, faixa de areia adiante.

Eu não olhava para trás, talvez por saber que não restava nada lá, nenhum caminho para voltar. A trilha de areia seguia reta e eu a seguia, até que ela se curvou na direção do mar. A areia estava úmida e pegajosa, porém não havia outro lugar para ir. A maré deve ter recuado e eu fui em frente, mas comecei a afundar na areia, primeira até os tornozelos, depois lutava para continuar, coberto até a cintura. Eu tinha de prosseguir e então vi algum tipo de recife ou ilha e, de lá, vinha o som de vozes ritmadas. Eles cantavam algo, chamando alguém. Eu estava perto, afundado na areia molhada até o pescoço, e pude ouvir um nome repetido com frequência. Clamavam por Dagon, Dagon, Dagon. Então a maré retornou e eu entrei em pânico, com medo de seguir em frente e tentando inutilmente voltar. A água salgada veio rápido e cobriu minha boca, nariz e rosto. Tentei manter o fôlego, então, do negro de piche do mar vi uma criatura peixe de formas humanoide. Ela veio em minha direção e eu perdi o controle e gritei, engolindo água, sal e algas.

Eu acordei assustado, pingando suor e sufocado. Tossi engasgado, desesperado por ar. Caí da cama e me arrastei pelo chão, tossindo. Até que algo saiu de minha garganta. Era uma pequena concha, misturada com lodo arenoso escura. Deus, o que ocorre aqui? Onde eu estive?”

Extrato do diário de Roland Banks.

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Olá, pessoas!

Aviso que as impressões abaixo, como dito, são as primeiras, com base em uma partida solo.

 

Bem, jogando com a Gates of Arkham o jogo sai do Museu e vai para a cidade em si, e aí sim o ES vira um Arkham Horror-mini (o que esperavam que ele fosse quando de seu anúncio em 2010-11). A dinâmica de resolver aventuras usando os dados mantém-se, porém vários aspectos sofreram modificações: (mais…)

“Os horrores que permeiam todas as páginas desses tomos proibidos parecem exsudar de suas letras e começam a me afetar, atingindo-me com dedos invisíveis, mas não menos reais e potentes, detentores de garras que gadanham fundo a alma daqueles que ousavam pousar seus olhos sobre seus segredos. Sinto a corrupção subir pelas pontas de meus dedos, que correm por sobre o papel seco ou o pergaminho rachado. É como uma sujeira, da qual não consigo me livrar – não há água, nem confissão, que faça essa mácula menos presente, menos cruel. Temo perder minha mente na escuridão que se propaga ao meu redor. Se vir para a luz, se me olhar no espelho, o que verei? Quem verei? Meus olhos sangram e meu espírito estertora. O horror está comigo, a todo momento.”

Extrato do diário de Marie Lambeau

ARKHAM HORROR

Jogo: Arkham Horror, com a expansão Kingsport Horror e a Black Goat of the Woods

Investigadores: Kate Winthrop, a cientista (Henrique), William Yorick, o coveiro (Binder), Rex Murphy, o repórter (Gabriel), Minh Thi Phan, a secretária (Angel) e Marie Lambeau, a artista (eu)

Grande Antigo: Y’Golonac

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