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Olá!

Aviso que as impressões abaixo, como dito, são as primeiras, com base em duas partidas, ambas em 3 pessoas.

Em Deus as opções dos jogadores são bem simples: ou usa-se uma carta para fazer uma construção, ou faz-se uma oferenda aos deuses. Cada carta é associada a um dos seis deuses presentes, e coloca-se a carta na coluna correspondente quando utilizada para construir. Paga-se o custo da construção (indicada na carta, normalmente custa materiais – pedra, madeira, trigo ou argila – e/ou dinheiro) e coloca-se o prédio correspondente em algum espaço no tabuleiro adjacente a uma construção sua já no tabuleiro, ou no mesmo espaço de uma construção sua. Então ativa-se a habilidade da construção (todas têm uma, exceto os templos, que só valem pontos ao final da partida). O “pulo do gato” do jogo é que, ao colocar-se uma nova carta na mesma coluna onde já há outras construções, todas as habilidades das cartas serão ativadas, começando de baixo (a primeira construção) para cima (até a última colocada). Isso permite fazer um combos enormes e permite uns turnos memoráveis para o jogador. Por exemplo, digamos que na sua coluna de Ceres hajam três construções e suas habilidades são:
– Escolha uma construção e esta produz o recurso correspondente de onde ela está;
– Ganha-se duas madeiras por construção em florestas;
– Ganha-se duas pedras por construção em montanhas. (mais…)

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Nations – Primeiras impressões

Publicado: 29 de janeiro de 2014 por Alexandre Trentini em Resenha
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Nations é um jogo criado por Rustan Håkansson, Nina Håkansson, Einar Rosén e Robert Rosén que foi sensação na Essen 2013 e foi lançado no final do ano passado, mais um jogo de civilização, Sua principal influência é Through the Ages, muitos comparam a qualidade dos dois jogos, outros falam que são completamente diferentes, a verdade é que nunca joguei Through the Ages, mas adorei o Nations.

Tema:

O tema de Nations é a História das civilizações. Nada mais é que uma passagem histórica em que cada jogador é uma nação histórica, desenvolvendo sua nação ao decorrer das eras (antiguidade, medieval, renascentista, industrial), construindo monumentos, recrutando pessoas historicamente importantes, conquistando colônias, vencendo guerras, gerindo recursos e principalmente deixando sua herança cultural através dos livros. Cada jogador pode escolher uma entre cinco nações disponíveis: Roma, Grécia, Egito, Pérsia, China, existem dois modos de jogo, o que todo mundo começa com as mesmas vantagens e o lado B onde cada civilização possui habilidades e construções diferentes, de forma assimétrica e condizente com a herança que cada uma deixou de seu passado.

Componentes:

Os componentes do jogo são compostos de cartas, marcadores de madeira e tiles de papelão prensado, a maioria são cartas do tamanho Mini Euro, são mais de 300 cartas, vários tiles de recursos, o tabuleiro principal em que se localiza várias trilhas de militarismo, estabilidade, conhecimento, ordem de jogador, eventos e um tabuleiro de compra de cartas de progresso, fora isso temos um dado e vários tiles para jogar em uma pessoa e 5 tabuleiros individuais de folha de papel carta. De modo geral os componentes são de qualidade, mas achei a caixa grande demais. Um outro detalhe mínimo, mas que pode incomodar os perfeccionistas, o algarismo 4 romano (IV) está escrito errado (II II), a justificativa para isso é motivos de entendimento e de gráfica que teria problemas para imprimir nas cartas o IV de forma legível.

Arte:

A arte aqui se divide em 2 partes principalmente, os tabuleiros centrais e a arte das cartas, a arte do tabuleiro é muito bonita, com vários detalhes e visualmente fáceis de identificar todos os componentes, além das iconografias serem bem intuitivas e fáceis de entender. Já a arte das cartas é bonita, mas tenho certeza que não cairá no gosto de todo mundo, a proposta da arte das cartas é formada de desenhos simplistas e pinturas primárias, tentando imitar a evolução na pintura e arte ao decorrer dos séculos. Se não é a arte mais primorosa que existe, ao menos é bem agradável e com cores fortes e geralmente claras, o jogo transmite pela sua arte a sensação de leveza, e é isso que o jogo é, leve e amigável, apesar do tempo do jogo. Mais um detalhe legal é que as cartas que retratam acontecimentos históricos possuem datas e detalhes para caso alguém tenha curiosidade de procurar a respeito, o que é com certeza um bônus bem vindo no jogo.

Regras:

As regras são muito simples e de fácil explicação, o manual é bem bom e deixa pouca margem para dupla interpretação.

Basicamente, em uma fase inicial existe o crescimento da população onde cada nação escolhe se quer crescer sua população de trabalhadores (pagando por isso, claro) ou receber alguns recursos adicionais, depois um evento é anunciado e será resolvido no final da rodada.

Então temos a fase de ações, você pode realizar uma única ação em seu turno, como ação você pode comprar cartas no tabuleiro de compra de cartas de progresso, pagando o preço em moedas impresso na linha em que a carta está localizada. Se a carta for militar ou de construção, você coloca na área destinada a elas no tabuleiro da sua nação. Como uma ação é possível colocar trabalhadores pagando em pedra para que aquela construção produza na fase de produção que ocorre depois que todo mundo passar sua vez.

Cartas de colônias só podem ser compradas se sua força militar exceder o mínimo descrito na carta da colônia e elas te beneficiam sem precisar colocar trabalhadores. O mesmo pode-se dizer das cartas de monumentos, mas para construir monumentos é preciso contratar arquitetos que ficam disponíveis em números variáveis no início de cada rodada.

Terminada a fase de ações, quando todas as nações passarem, cada nação produz os recursos conforme a disposição dos trabalhadores no tabuleiro, determina a ordem de jogador (definida pela posição militar seguida de estabilidade), resolve a guerra, resolve evento e inicia-se uma nova rodada, são exatamente 8 rodadas, 2 para cada uma das 4 eras, ao fim de jogo se somam os pontos que são adquiridos de várias formas durante o jogo e quem tiver mais consagra-se vencedor.

Fluidez do jogo:

O jogo não trabalha de forma tão fluída, por ser definido em turnos separados, dependendo da quantidade de jogadores, o jogo pode se prolongar bastante e as vezes você pode esperar algum tempo até jogar novamente, porém não consigo ver esse jogo sendo jogado de outra maneira mais rápida, sempre se aproveita bastante o tempo e no final você percebe o quanto sua nação evoluiu nas eras e o quanto de cultura e herança cultural ela deixou de seu passado, certamente não é um jogo para qualquer um, principalmente para aqueles que querem um jogo rápido, quanto a dificuldade do jogo, ela não é tão impactante e é ajustável, podendo ser ensinado para pessoas novatas sem muita dificuldade.

Estratégia:

A estratégia existe, embora o jogo seja mais tático do que estratégico, como você não consegue esperar exatamente que cartas irão aparecer no tabuleiro e nem em que momento exato (cada era possui um deck de cartas, porém cada era é composta por 2 rodadas), você não consegue traçar muito seu caminho no futuro, o que nesse momento parece bom investir em militarismo, no futuro pode ser que sua nação não tenha tanta força militar e você se obrigue a se adaptar às novas condições, por sorte o jogo é bem amigável nesse aspecto e as vezes uma escolha ruim que em outros jogos te deixariam fora da competição, nesse você consegue consertar alguns erros e voltar a ser competitivo no jogo.

Entretanto em estratégia o jogo não é o mais forte, apesar de o lado B de cada nação possuir habilidades diferentes que pré dispõe cada nação a alguma estratégia.

Rejogabilidade:

A rejogabilidade é alta, pela maioria das cartas não entrarem em jogo todos os jogos, facilmente teremos muitos jogos com construções diferentes e muitas combinações diferentes de habilidades dos conselheiros e monumentos.

Preço:

Uma cópia custa em torno de 70 dólares, pela questão dos componentes o jogo não vale tudo isso, mas pela questão de design, o jogo certamente vale isso mesmo, a quantidade de informações históricas contidas nesse jogo é impressionante e o trabalho para os designers balancearem o jogo não deve ter sido fácil, fora que as estratégias diferentes se equivalem em possibilidade de vitória, o que certamente eleva seu preço pela questão do design.

Conclusão:

Se você gosta apenas de jogos rápidos e simples, fuja desse jogo. Mas se gosta de jogos com várias coisas acontecendo no decorrer do tempo e evolução de sua nação, fora, obviamente, o tema, esse certamente é um jogo de qualidade indiscutível e vale a compra sem arrependimentos. Eu particularmente gostei demais do jogo e quero jogá-lo mais vezes, dessa vez com os lados B das nações, que no primeiro momento não foi testado. O jogo é amigável e fácil de explicar, mas pode ser ajustado para ficar mais competitivo e difícil, portanto ele é adequado para todos os níveis de jogadores.