Santorini – Resenha

Publicado: 2 de fevereiro de 2017 por Alexandre Trentini em Resenha
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Faz bastante tempo que não escrevo por aqui e hoje resolvi escrever sobre um jogo da Roxley que eu apoiei no Kickstarter ano passado, chegou semana passada em minhas mãos, Santorini, de Dr. Gordon Hamilton.

Roxley é a mesma empresa canadense que trouxe o Steampunk Rally, que também adquiri no Kickstarter e o produto veio com muita qualidade, cumprindo o prazo. O Santorini não foi muito diferente, houve um pequeno atraso no projeto, mas foi avisado e redefinidos os prazos no meio da produção, os apoiadores sempre tiveram o feedback necessário e a resposta da empresa sempre foi bem rápida, transmitindo a mesma segurança do outro projeto.

Sobre o jogo

 

Bem, vamos ao jogo: Santorini é um reimplemento do jogo de mesmo nome do mesmo autor lançado em 2004, jogo que o Dr. Gordon Hamilton demorou 30 anos para criar e aperfeiçoar. É um jogo abstrato para 2 pessoas (que também pode ser jogado em 3 ou 4, mas a recomendação maior é 2), com um forte apelo temático em seus componentes e arte.

No jogo cada jogador intercala seus turnos realizando apenas 2 ações obrigatórias: 1) Mover com um de seus 2 trabalhadores para qualquer espaço adjacente (ortogonal ou diagonal) e 2) Construir, com esse trabalhador movido, um andar de uma torre em qualquer espaço adjacente. As torres podem ter 3 andares e mais a cúpula e cada trabalhador pode subir apenas um andar da construção, mover no mesmo andar ou descer quantos andares quiser. Se uma torre estiver completa (com 3 andares e uma cúpula) não é mais possível se mover para essa torre e nem construir mais nada nela. Vence o jogo quem conseguir mover um de seus trabalhadores para o terceiro andar de uma torre.

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As regras são bem simples e podem ser jogadas apenas dessa maneira ou com o uso das cartas dos deuses. Em cada partida, cada jogador tem o poder de um deus grego que altera as condições de vitória ou algum aspecto das regras a seu favor. Só no jogo base são 30 deuses, com a expansão Golden Fleece (inclusa na versão kickstarter ou comprada a parte na versão Retail) são mais 15 deuses e 10 heróis. Os heróis funcionam de forma parecida com os deuses, com a diferença de que ao invés de possuirem um poder que permanece por toda a duração do jogo, possuem apenas um poder de uso único na partida.

Ainda sobre a expansão Golden Fleece, ela possui um outro modo de jogo que é usando o artefato Golden Fleece, que é colocado em algum lugar no tabuleiro junto com a carta de um único deus. O jogador que tiver pelo menos um trabalhador encostando no artefato possui o poder do deus escolhido antes da partida. Isso gera uma partida até mais equilibrada e com uma disputa por terreno próximo ao Golden Fleece.

Minhas Conclusões

 

Santorini é um jogo fácil de ser explicado, jogado e com várias decisões táticas a tomar durante a partida, é um abstrato com bastante apelo temático, o que é sempre bem vindo. É um jogo fácil de ser querido por quase todo tipo de jogador, inclusive quem não é muito fã de abstratos.

Mas possui alguns problemas, como todo jogo. Depois de várias partidas, nota-se um detalhe parecido com o que ocorre em Hive ou Xadrez em que quem começa tem uma leve vantagem que precisa ser quebrada pelo segundo jogador para que ele vença. No meio da partida, conforme o leque de possibilidades se abre, essa diferença se torna imperceptível. Entretanto, dependendo do deus que o primeiro jogador escolhe e a habilidade do jogador, a partida pode terminar rápido demais sem possibilitar o leque de opções de construções e defesas do meio da partida.

Os deuses do jogo funcionam bem entre si, alguns podem ser um tanto desequilibrados, o que não vejo como um grande problema, visto que isso pode servir para equilibrar jogos entre pessoas mais habilidosas ensinando o jogo para quem não o conhece. Mas o desequilíbrio se agrava um pouco ainda com a expansão, que possui deuses com idéias bem legais, mas muitos deles incompatíveis com outros deuses (que são devidamente marcados nas cartas dos deuses para evitar o confronto direto entre deuses incompatíveis). De modo geral isso não é um grande problema, pois ainda assim existe uma infinidade de combinações que funcionam bem e garantem diversão.

Por último, as cartas não possuem textos, apenas iconografia, o que é uma coisa boa e ruim ao mesmo tempo, boa porque torna o jogo independente de linguagem, ruim porque é preciso sempre recorrer ao manual para explicar direito como cada deus funciona. A solução ideal seria ter a iconografia e o texto na carta.

Santorini é super rápido e viciante, é fácil jogar várias partidas em uma única sessão e se divertir em todas elas. A arte e os componentes são de primeira qualidade, diria que é até exagerado, mas o preço de mercado não está caro pela qualidade do que vem na caixa, cerca de 33 dólares.

Santorini já está entre meus jogos abstratos favoritos, recomendo!

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Todas as imagem são de Eric retiradas do BoardgameGeek

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