Eaten by Zombies – resenha & relato

Publicado: 10 de novembro de 2015 por Tiago Perretto em Relato, Resenha
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Texto por Raphael Ligmanowski Carvalho

Mulherada na operação verão fazendo Zumba e liberando os maridos para outras atividades físicas intensas e desafiadoras: bater Fight 1  ou correr Kick Butt  de uma horda de zumbis. O jogo em questão é o Eaten by Zombies! de Max Holliday publicado pela Mayday Games.

O jogo: Eaten by Zombies é um deck building para 2-4 jogadores com o jogo base e de 2-6 com a expansão In Cahoots. A construção do deck acontece durante a partida onde a gestão adequada das cartas é um fator decisivo para o jogador. Cada sobrevivente começa com 12 cartas iguais, que são embaralhadas e separadas em dois, seis cartas formam a mão inicial do jogador e as outras o baralho de compras, a mão, o baralho de compras e a pilha de descartes, formam a safe house do sobrevivente. No centro da mesa colocam-se os escombros do que sobrou após o apocalipse zumbi, que são as cartas que poderão ser adicionadas aos baralhos dos jogadores durante a partida. Por fim é formado o baralho de zumbis (que depende do número de jogadores) e disposto ao alcance de todos.

Primeiras impressões: o clima do jogo começa ao se pegar a caixa, um box que imita uma caixa de munições, muito irado! A Mayday também escolheu bem o tamanho da caixa, consegui colocar todas as cartas sleevadas dentro sem muito malabarismo. No meu caso escolhi sleeves roxos “cor de vísceras de zumbi” da Ultra-Pro. Além disso, os separadores multi-uso, separam e organizam as cartas e servem como player-aid detalhando os efeitos de cada item, eles diminuem as dúvidas com os efeitos, ou seja, menos treta e mais ação durante a partida. A estética é muito bonita, os desenhos nas cartas fazem lembrar os pôsteres da época e há várias referências históricas como TV Dinner (primeira comida congelada de enorme sucesso lançada na época).
Regras: a mecânica é bastante simples, mas muito eficiente. O jogador da vez adiciona um zumbi à horda e escolhe se vai bater (fight) ou correr (flee). Os jogadores no sentido anti-horário “ajudam” o nobre cidadão adicionando zumbis à mesa e aumentando a dificuldade do embate. O turno continua com o sobrevivente usando as cartas para tentar obter sucesso na sua ação. A briga (ou a heroica fuga) é decidida comparando-se o resultado obtido nas cartas usadas contra os valores de vida (em vermelho na parte superior da carta de zumbi) ou velocidade (em branco na parte inferior da carta de zumbi) do zumbi. Caso o jogador iguale ou supere o valor, ele obteve sucesso, do contrário, falhou miseravelmente. Uma briga bem sucedida termina com o zumbi sendo morto e colocado na pilha de descarte do jogador, no caso de uma “fuga heroica” bem sucedida o jogador escapa, perde itens iguais à metade arredondada para cima da velocidade total da horda – porque afinal, na hora do aperto a última preocupação é juntar o fodástico rifle de caça (Hunting rifle) Gangster  ou o jantar (TV Dinner)   que acabaram caindo no chão durante a fuga – e o zumbi mais antigo (primeiro a entrar em jogo) vai para pilha de descartes de zumbis. À soma do poder de luta (fight) Fight 1 ou fuga (flee) Kick Butt  adiciona-se os bônus de vasculhar (scavenge)  shopping para poder procurar nos escombros cartas para se adicionar à mão do jogador. Rapha, mas e se o cara não aguentar o tranco e perder o embate LoL ? Aí, meu amigo, pernas pra que te quero Scared ! O azarado sobrevivente irá perder cartas igual ao número total de velocidade da horda. As cartas perdidas podem vir da mão ou do topo do baralho de descartes e vão direto para os escombros e poderão ser compradas de novo por qualquer jogador. Ao final do turno o sobrevivente completa a mão para ter seis cartas e descarta o excedente caso possua mais do que isso. Caso o baralho de compras esgotar a pilha de descartes é embaralhada e forma um novo deck de compras. A qualquer momento que o baralho de compras não puder ser usado para pagar custos de perder cartas ou comprar cartas ao final do turno o jogador foi devorado pela horda e passa a jogar como um zumbi no início do seu próximo turno.
Condições de vitória: nas partidas com dois jogadores pode-se vencer de maneira cooperativa acabando com a horda inteira de zumbis (zerando o deck de zumbis) ou perde o que se tornar zumbi primeiro. Nas partidas com três ou mais azarados (leia-se sobreviventes) a partida pode também ser vencida pelos zumbis, caso um sobrevivente não possa realizar uma ação porque possui seis cartas zumbis na mão.
As partidas: contei com a “ajuda” de dois amigos: Filipe e Davi. O Filipe encarnou a dona de casa muito machona June, o Davi optou pelo conservador investigador particular e eu representei a Mary, a cheerleader mal humorada. Por ser o único sobrevivente do sexo masculino, Barney sentiu toda a pressão e optou por um modo mais agressivo de jogo e, apesar de ter comprado todos os rifles e munição da mesa, acabou executando as fugas heroicas mais espetaculares sempre que se deparou com as maiores atrocidades da horda (leia-se menina zumbi de 10 anos). A dona de casa foi o sucesso da mesa, encarando desafios incríveis (zumbi jogador de futebol americano de uma perna Old Man  e loira burra banguela matematic ).
Considerações finais: as duas partidas demoraram 2h horas, considerando que optamos pelo modo cooperativo (considerado mais difícil), nunca tínhamos jogado e tivemos que buscar a mulherada no Zumba durante a segunda partida, foi bastante aceitável. O jogo é recomendadíssimo, tem uma estética ótima, regras simples e, na minha opinião, o fator sorte trouxe ótimas risadas quando eu e meus parceiros de mesa se viram encrencados. Para grupos mais competitivos recomendo o modo last-man-stand, pois um jogador mais desatento pode atrapalhar a estratégia de cooperação e gerar stress desnecessário. Agradecimento Elfo  ao TiagoVIP que me apresentou esse jogo sensacional.
Mesa de jogo:
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