Pássaros – resenha

Publicado: 3 de junho de 2015 por Tiago Perretto em Resenha
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Pássaros é um jogo onde os participantes representam fotógrafos correndo pelas regiões do Brasil para conseguir fotos de pássaros e aves (o manual do jogo explica a diferença de um tipo para outro, eu não farei isso aqui, de agora em diante são tudo aves – para não repetir com o nome do jogo).

Dados gerais:
– Designer: Marcos Macri;
– Arte: Diego Sanchez (logo), John Souza (arte original) e mais um pessoal para a arte adicional;
– Indicado para maiores de 8 anos;
– Dura cerca de 50 minutos (nas partidas que joguei e testemunhei, no modo básico, o jogo dura cerca de 30 a 40 minutos);
– Acomoda de 2 a 5 jogadores (no modo avançado, é de 2 a 4 jogadores).

(Capa do jogo)


O jogo – no modo básico

De começo o jogador escolhe uma cor e recebe as 20 cartas da cor correspondente. As cartas de uma cor são iguais às de outras cores, não precisa se preocupar.

Todos com as cores escolhidas é hora de espalhar as aves pelo tabuleiro. No mapa (do Brasil) há 5 regiões distintas e em cada cabem até 4 aves, que são escolhidas de modo aleatório entre 84 disponíveis. Então, o mapa agora deverá contar 20 aves.

(O horrendo tabuleiro)

O jogador embaralha as 20 cartas que tem em mãos e sorteia 4. Essa é a mão de cartas que ele terá pela rodada. Os jogadores em seguida escolhem regiões (podem ser diferentes ou iguais) para colocar as figuras que representam suas cores nela. Aí o jogo realmente começa.

São 5 rodadas e em cada uma delas o jogador usa as cartas que tem para se mover pelo tabuleiro, indo atrás das fotos que mais lhe interessam.

Cada carta tem 4 dados:

a) Movimento disponível (0, 1 ou 2);
b) Tipos de aves que podem ser fotografados;
c) Habilidade especial (utilizada somente no modo avançado);
d) Suprimento.

O movimento indica o quanto o marcador do jogador pode se mover, sendo que ir de uma região para outra custa 1 ponto de movimento.

Os tipos de aves que podem ser fotografados limitam as opções do jogador, tornando a escolha de onde e o que fotografar mais difícil. No modo básico, o jogador tirará 3 fotos por rodada, totalizando 15 fotos ao final do jogo. Há ocasiões raras em que o jogador poderá terminar com menos fotos, devido a limitações impostas justamente pelas cartas, mas, neste caso, terá mais suprimentos acumulados que os demais.

O suprimento vale exclusivamente para acumular pontos ao final do jogo, pois numa rodada o jogador utilizará 3 das 4 cartas que tem em mãos, a quarta carta irá para a reserva e, ao final do jogo, são reveladas e valem pontos (1 ponto por uma de um tipo; 3 pontos para um par; 5 pontos para um trio de suprimentos iguais).

E o objetivo?

Coletar fotos de modo a formar trios (de um mesmo tipo de ave) e grupos (uma foto de cada um dos sete tipos de aves).

Trios de passarinhos (Bem-te-vis, Sabiás e Tico-ticos) valem 3 pontos cada; de araras (Azul e Vermelha) valem 4 pontos cada; e de tucanos (Bico Verde e Toco) valem 5 pontos cada.

Cada grupo completo vale 7 pontos.

(As peças do jogo: tucanos coloridos – ou monstros de pesadelo, difícil dizer)

O jogo – no modo avançado

No modo avançado cinco mudanças principais ocorrem:

a) O número máximo de jogadores cai para 4;
b) As ações especiais das cartas passam a valer;
c) É possível fotografar até 4 aves numa mesma rodada;
d) Ter a maioria das fotos de um determinado tipo de aves (passarinhos, araras ou tucanos) passa a contar pontos (4, 6 e 8, respectivamente);
e) Entram em jogo as fichas especiais.

A limitação ocorre para que as peças de aves (as 84) não acabem antes do final do jogo, oras.

As ações especiais são: mover uma ave de uma região para outra; mover duas aves de uma região para outra; trocar duas aves de uma região por duas de outra; perder uma foto (aplica-se no adversário, claro); e trocar fotos com outro jogador (a troca não pode ser recusada).

Se o jogador estiver numa região que todas as aves sejam do mesmo tipo que constam na carta que ele usou, o jogador pode fotografar duas aves.

A maioria de fotos de um tipo de aves é autoexplicativo.

As fichas especiais, que cada jogador recebe cinco, servem para:
inverter a ordem das tarefas da carta (por exemplo: mover uma ave com a ação especial, depois andar e então fotografar);
proteger os cartões de memória (com isso, o jogador se protege contra ter a foto perdida ou trocada);
recuperar fotos perdidas;
– como pontos ao final do jogo (3 pontos por cada ficha não utilizada).

COMENTÁRIOS

Pássaros é um jogo rápido, com baixa interação entre os jogadores no modo básico (que fica mais sujeito à reclamar quando alguém pega antes a peça da ave que você queria), mas no modo avançado a coisa muda de figura e é muito mais atrativo para jogadores mais experientes.

Tem um fator de sorte (no sorteio das aves) que podem auxiliar ou atrapalhar, de acordo com as cartas que vieram para a mão naquela rodada. Mas as 20 cartas são iguais para todos; todas elas eventualmente vêm para a mão; e quase todas as aves dão o ar da graça. Digamos, então, que tem 20% de sorte.

O tema é… OK, sem muito sal, mas politicamente correto o suficiente para não ofender ninguém e ensinar alguma coisa, o que parece ser o padrão para os jogos brasileiros para evitarem alguma polêmica e terem dificuldades num mercado em crescimento, mas ainda bem pequeno. Ou seja, um dos alvos é conseguir colocar esse – e outros jogos do gênero – nas escolas e assim conseguir algum lucro e um público mais amplo. Eu entendo e aceito. Por enquanto, ao menos. Hehe.

No geral, um jogo que pode cobrir um bom espectro de idades e habilidades com seus dois modos de jogo. Em complexidade é um passo adiante se comparado ao outro jogo nacional da editora, o Ouro de Tolo, algo que eu considero positivo.

COMPONENTES:

(Os componentes – parecem, na foto, melhores do que realmente são)

– 1 tabuleiro;
– 84 fotos de aves;
– 100 cartas de movimento / ação;
– 20 fichas especiais;
– 5 peças de cores diferentes para representar o fotógrafo/jogador;
– 5 tabelas de pontuação;
– 7 cartas informativas (usadas para marcar o jogador inicial da rodada);
– 1 manual colorido.

Pontos negativos:
– O tabuleiro apenas não abre direto nos primeiros jogos, ficando curvado e como as peças dos jogadores não tem uma base larga, os coitados dos tucanos ficam a maior parte do jogo caídos em cima do tabuleiro. A relação cor das fotos das aves é terrível: os jogadores tem que olhar bem de perto para diferenciar uma ave da outra; os fundos das fotos deveriam ser de cores fortes, bem diferentes uma das outras, para que se o corpo do pássaro não é reconhecido de longe, ao menos daria para saber que o amarelo é X, que o vermelho é Y, e assim em diante. O desenho das cartas também não foi dos mais felizes. Enfim, a arte gráfica do jogo todo (menos do manual) ficou devendo.

Pontos positivos:
– O manual é bem feito, até o salvei de ser adicionado à dívida da arte do jogo. O material das cartas é bom. E vem saquinhos para manter os componentes separados, algo que eu aprecio bastante.

*******

É isso!

Abs,

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comentários
  1. Aline Costa disse:

    Queria jogar só de curiosidade.

    Curtir

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