Québec – impressões iniciais

Publicado: 5 de março de 2015 por Tiago Perretto em Resenha
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Por Bruno Libonati

Um Euro com uma proposta bem interessante, celebrar o 400º aniversário da cidade de Québec. Então o jogo se desenrola no decorrer desses quatro séculos, dando em cada um deles uma relevância maior a cada aspecto que guiara a sociedade quebequense durante este período, sendo no primeiro século a igreja, então o estado, a economia e, por fim, a cultura. A cidadela de Québec, por uma razão que minha ignorância contempla, tem a maior relevância em todos os séculos.

Imagem por Comet

Então os jogadores podem influenciar essas esferas sociais tomando a ação direta para isso (colocam-se cubos na esfera selecionada, mas nunca na cidadela diretamente) ou tendo contribuído para construções terminadas relevantes para aquela área, como templos, bancos e assim por diante.

Para iniciar as construções, cada jogador usa seu arquiteto (uma das ações do jogo) e este, bem como os demais jogadores, podem contribuir nessas construções (outra ação do jogo) Aqueles que contribuíram na construção além de poder tomar o bônus de cada espaço de construção, coloca os cubos utilizados na área de influência social atribuída aquele edifício (igreja, estado, economia e cultura), podendo assim pontuar nestas áreas no final de casa rodada.

Bom e o jogador que colocou lá seu arquiteto e iniciou a construção, o que leva? Além de poder pegar três cubos de sua reserva e torná-los disponíveis, é o único a poder encerrar a construção a hora que quiser, o que pode ser fundamental para o encerramento das rodadas e clama a construção para si, que vale pontos no final do jogo, a depender de quantas estrelas a construção teve, o que é determinado pelo grau de participação dos jogadores naquela construção, que varia e 1 a 3. Se quiser o arquiteto pode encerrar a construção sem colaboração alguma, o que não gera estrelas. Importante salientar que iniciar construções também é um método fácil para conseguir disponibilizar os seus cubos eventualmente presos na reserva, o que também é uma forma de encerrar a rodada (quando o jogador não tiver mais cubos para usar seja em sua mão ou na reserva).

Ao todo, estão disponíveis 11 construções por século.

No jogo avançado ainda há mais uma ação, escolher cartas de líderes, e eventos temáticos que ocorrem a cada século.

Esses líderes estão relacionados a uma esfera social e dão bônus diversos ao jogador que os escolhe naquele século, como cubos direto na cidadela, um arquiteto adicional e assim por diante. O interessante aqui é que escolher antes lhe confere toda a gama de escolha, mas adiar a sua escolha lhe disponibiliza cubos da reserva, na razão de um a cada jogador que já tenha escolhido uma carta dessa.

Os eventos são muito variados e não vou me ater a eles aqui.

O grande charme do jogo para mim está, porém, na pontuação. No final de cada rodada pontuam-se as áreas de influência social, na razão de 1 cubo/1PV. Sempre se inicia pela cidadela de Quebec e passa-se a área de influência mais relevante naquele século e dali prosseguindo em ordem horária. Mas o pulo do gato é que o jogador que tiver a maioria dos cubos na cidadela e em dada área pega metade desses cubos (arredondada para baixo) e leva para a pontuação na próxima área de influência a pontuar, o que pode lhe garantir uma nova maioria e assim por diante.

No final do jogo, pontuam-se os edifícios pelas estrelas de cada um. Porém, os edifícios que estiverem na maior área contígua de cada jogador valem mais pontos. Então construir edifícios vizinhos, por mais que não lhe seja a opção mais interessante no momento, pode compensar no final do jogo e esta é mais uma decisão difícil que o jogo impõe.

O jogo basicamente gira em torno de iniciar e colaborar com as construções. Mas no jogo avançado, não há razão de não pegar a carta de especialista, o que se faz uma vez apenas a cada rodada, atentando-se ao fato de selecionar logo o que você mais precisa ou arriscar deixar para depois e de quebra pegar alguns cubos da reserva. Colocar cubos diretamente nas áreas de influência pode ser determinante nos momentos certos, inclusive para garantir o final das rodadas e as maiorias nas áreas de influência.

Mesmo que duas ações sejam preponderantes sobre as demais, isso não torna o jogo ruim, de forma alguma. A tensão pela influências em cada esfera da sociedade e na cidadela, bem como os bônus de cada área de construção tornam o jogo bastante dinâmico e cativante.

Os materiais são de boa qualidade e o tile da mãozinha é muito legal, evitando assim que os jogadores confundam os cubos que estão em sua reserva com os disponíveis e facilitando a visualização dos demais jogadores de quantos cubos resta.

O jogo é bastante bonito e as ilustrações das construções são diferentes entre si, mesmo aquelas dos mesmos séculos e da mesma área. Sem contar que a maneira que os tiles são apresentados e distribuídos no setup, passa a tênue impressão de se estar construindo a cidade.

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