Star Realms – primeiras impressões

Publicado: 25 de fevereiro de 2015 por Tiago Perretto em Resenha
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Olá!

Aviso que as impressões abaixo, como dito, são as primeiras, com base em uma partida em 2 pessoas.

Star Realms é um deck building que vem numa caixa pequenina (claro que não cabem as cartas com sleeves) e usa mecânicas bem similares a outras, como aquelas do Ascension: Chronicle of the Godslayer e do Legendary: A Marvel Deck Building Game. Basicamente o esquema é o seguinte: cada jogador usa dinheiro (trade) para adquirir naves ou estações espaciais, e usa combate para atacar o outro. Naves são cartas de uso único que, uma vez usadas, seguem para o descarte. Estações espaciais, quando usadas, ficam na mesa, e em todos os turnos depois o jogador pode-se usar delas para seus efeitos – as bases podem, claro, ser atacadas pelo outro jogador (desse modo, ele não causa dano no outro, exceto caso tenha excesso em seu ataque, mas, ao menos, tira do outro jogador os benefícios das bases).

As cartas disponíveis para compra ficam numa esteira, e ao final do turno do jogador, novas cartas vêm da pilha principal para ocupar os espaços daquelas que foram compradas – ou seja, como ocorre no Ascension: Chronicle of the Godslayer, no DC Comics Deck-Building Game e no Legendary: A Marvel Deck Building Game, e tem o mesmo problema de todos esses: que pode-se obter um alto valor e não ter alguma boa carta (dentro do que quer-se) e, ao comprar uma outra qualquer, alguma carta excelente surja para seu adversário. A vantagem óbvia desse tipo de mecânica é que a preparação para a partida fica bem mais rápida (é só embaralhar a pilha de cartas e ir revelando de acordo com o necessário) e não é preciso explicar várias cartas de uma mesma vez (porém, pode ser preciso ficar parando o jogo para explicar novas cartas que surgem).

De maneira similar àquela que ocorre no Legendary: A Marvel Deck Building Game, o Star Realms faz as cartas de uma mesma facção (existem 4: a Federação do Comércio, as Bolhas, o Império Estelar e o Culto às Máquinas) combinarem entre si, criando diversas sinergias se cartas da mesma facção forem usadas na mesma jogada – isso faz com que investir em cartas de uma mesma facção possa ser mais interessante do que sempre comprar a carta mais cara disponível. Cada facção tem um foco um tanto diferenciado: a Federação do Comércio gera mais dinheiro e autoridade (que são os “pontos de vida”); as Bolhas têm ataques poderosos; o Império Estelar, além de atacar bem, faz o jogador comprar cartas e o oponente descartar; e o Culto às Máquinas tem bases fortes e permite ao jogador livrar-se de cartas tirando-as de seu baralho. Ademais, várias cartas têm um efeito de destruição (trash) que, se usado, faz você remover a carta de seu baralho, mas aplicando, claro, tal efeito – sendo estes, normalmente poderosos, fica-se sempre tentado a usá-lo, e é preciso ponderar nas vantagens de usar várias vezes algo, ou forçá-la ao máximo, removê-la e, com isso, não tê-la mais, porém, isto, acelera seu baralho de forma que novas cartas adquiridas virão mais rápido.

O objetivo do jogo é acabar com os pontos de Autoridade de seu oponente (cada um tem, inicialmente, 50 pontos). Algumas bases tem um valor de Outpost (Posto Avançado) e antes do oponente lhe dar dano (reduzindo seu valor de Autoridade) é preciso primeiro destruir o posto avançado (por exemplo, se você tem dois postos avançados, um de valor 5 outro de valor 4, e seu oponente lhe dá 12 pontos de dano, seus dois postos são destruídos e sua Autoridade reduz-se em 3 pontos), em um único ataque (assim, se o posto tem valor 5, dar 4 de dano nada faz nele, e no turno seguinte, será preciso novamente superar ou igualar 5 para destruir o posto, pois o dano não permanece de um turno para o outro). Vence o primeiro jogador que reduzir os pontos de Autoridade do oponente a zero.

Quem conhece meus gostos em jogos sabe que os jogos competitivos para duas pessoas não formam uma preferência minha – não gosto de conflitar diretamente com alguém (num jogo com mais pessoas, mesmo batendo de frente com alguém, a presença de outros tendem a dispersar esse feito de “mano a mano”). Então, o que achei do Star Realms? Surpreendentemente, eu gostei, bastante até! É ágil, dinâmico, joga-se rápido e as sinergias são interessantes. A arte é bem boa. Uma partida logo torna-se uma constante de ataques massivos, então, os 50 pontos começam a esvair-se aos borbotões. Mesmo comigo aprendendo, a partida demorou somente cerca de 20 minutos!

Não consigo avaliar ainda se o jogo pende mais para o bom uso das cartas ou para a sorte de pegar aquelas cartas diferenciadas que surgem bem na sua vez, afinal, com todas as cartas vindo de um baralho único, é bem possível uma carta poderosa ser a única do tipo a aparecer, mesmo ela tendo mais duas, três cópias no baralho. Além disso, pode-se investir numa facção e as cartas delas aparecerem pouco – não vi maneira de controlar isso (existe algumas cartas que permitem remover da esteira de compra alguma carta, usualmente uma que você não pode comprar e/ou certamente não quer que o outro adquira, e isso pode acelerar a vinda das cartas que você precisa, contudo, claro, pode apenas permitir que uma carta chave surja para seu oponente). Claro, uma porção de sorte existe em todo deck builder (it’s a feature, not a bug), todavia aqueles que funcionam com a esteira de compra tendem a sofrer tanto mais – e na partida devo dizer que, mesmo ligeira e furiosa, ela não foi equilibrada: o resultado ficou em 25 a -13 (isso mesmo, negativo 13).

De qualquer modo gostei do que vi e do que joguei, e deu para perceber o porque de Star Realms estar tão falado ultimamente: fiquei com vontade de jogar imediatamente outras partidas (e o jogo basicamente propõe-se a isso: jogar repetidamente, afinal, em uma hora, com jogadores experientes, deve ser fácil jogar 3 partidas). Enfim, aprovado!

E é isso!

Abs,

Crédito das imagens (em ordem):
KlydeFrog
Menaveth

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