Sherlock Holmes Consulting Detective – breve resenha & relato (sem spoilers)

Publicado: 25 de agosto de 2014 por Tiago Perretto em Relato, Resenha
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Olá, pessoas!

Jogamos o caso 1 – o Magnata das Munições (Munitions Magnate). Após falarmos com uns e outros, havia uma ideia mais insistente de como resolver o caso, e esta ganhou força após irmos quase sem querer até um lugar e obtermos uma informação das mais sem sentido, porém, seu arremate nos interessou muito. Depois acabei percebendo algo que deveria estar mas não estava. O Pedro, com sete pés atrás do tempo todo em relação às nossas suspeitas, não queria, porém aceitou de mal-grado que retornássemos à casa do Holmes para expor nosso caso. No entanto, calhou de termos razão! Marcamos 85 pontos, quase a do Sherlock, mesmo indo para só 1 dos lugares em que ele foi, porém perdemos algum tempo visitando dois lugares que valeram para nada além de tirar a coceira de nos certificarmos de algumas coisas. Essa pontuação poderia ser 20 pontos menor, mas o Perusso estava afiado para detalhes e sacou rápido uma coisa e notou outro algo que havia passado pelos demais.

Sobre a partida foi isso. Agora, sobre o jogo: sensacional!


Primeiro, a quantidade de regras: leia a introdução do caso. Vá para aonde você quiser (seguindo o mapa ou valendo-se do diretório, onde tem o nome de pessoas e seus endereços, ou indicações de diversos pontos comerciais e onde estes ficam) e fale com as pessoas de lá. Leia o jornal do dia, se quiser. Quando quiser, retorne para o Holmes e apresente suas descobertas. Cada resposta correta valerá um tanto de pontos. Cada local que você foi a mais do que o Holmes renderá menos 5 pontos (por exemplo, digamos que na partida acima tenhamos ido em 10 locais e o Holmes tenha visitado 6 para resolver o caso, ou seja: menos 20 pontos). Compare sua pontuação a do Holmes (que sempre marca 100 pontos). Sinta-se bem ou mal de acordo com quão bem você foi. É isso. Só isso. Tem-se à sua disposição, em cada caso: o livreto do caso (com as indicações do que ocorre em cada local), um jornal do dia e um mapa de Londres – este mapa, por sinal, o Trentini considerava inútil, até o jogo dar-lhe um chute nos bagos (e indiretamente em nós, mas os outros não haviam falado contra o mapa) por não o usarmos.

Sherlock Holmes Consulting Detective é, talvez, a mais pura experiência de jogo que alguém pode ter. Não há tabuleiro, meeples, peças, dinheiro, cartas, marcação de rodadas, tempo de jogo. O que há, sim, são leituras e conversas. Após a leitura do caso ficamos debatendo: onde ir, com que falar, o que tínhamos de informação, o que significa isso ou aquilo?, que tal visitar a escola para moças? E, depois de decidirmos um local e da leitura do que ocorreu lá, retornávamos para as discussões. E agora? O que tiramos disso? Tínhamos várias linhas para seguir, mas valia seguir cada uma delas? Todas eram possíveis, mas qual era a provável? Onde parecia o melhor local – ou quem parecia a melhor pessoa – para obter novas informações? Comparávamos notas, explorávamos opções, criávamos situações – isso por isso e isso. Mas e isso? Ah, isso eu ainda não sei encaixar. Então, quem poderia trazer alguma luz sobre isso? Acho que esse daqui. Mas ele não vai dizer o que já sabemos? Podemos, então, arriscar esse daqui. É, pode valer. E assim foi durante todo o jogo.

Uma partida de Sherlock Holmes Consulting Detective acaba quando você quiser que ela acabe. Pode ser após visitar 10 locais. Pode ser após 50. Ou depois de 2. Os jogadores decidem. Sabe-se que “corre-se” contra o Holmes, contudo, não é informado quão rápido ele resolveu o caso. Duvido que em qualquer dos casos ele tenha ido em 50 locais, mas a questão mais importante é: o que vale mais, vencer o Holmes ou resolver o caso? Para nós era resolver o caso, e apenas após termos uma visão geral da coisa e uma solução que respondia a maior parte das questões, seguimos para ver qual era o resultado. Isso não pode ser feito de modo leviano: uma vez que veja-se o resultado, jogar de novo perde a magia, o desafio. Não há variações de set up, de cartas de evento, de personagens a serem escolhidos – o caso será sempre o mesmo, o resultado sempre o mesmo, as pistas dadas nos locais, sempre iguais.

Sim, o Sherlock Holmes Consulting Detective tem uma “data de validade” – após os 10 casos, acabou. Tirando memória fraquíssima, doença e amnésia, não será mais possível jogar os casos. No entanto, isso realmente importa? Quantos jogos você jogou 10 vezes? E, mais relevante, quantos jogos lhe permitiram 10 experiências memoráveis? Veja, eu não sei se serão 10 experiências memoráveis, mas o primeiro caso foi, e duvido que os outros não estejam no mesmo nível. Foi uma noite de conversas, explorando as coisas com nossas mentes. Visitamos relativamente poucos locais, 2 deles com quase nada de informações novas. Mesmo assim, a partida demorou 3 horas e alguma coisa. A partida me lembrou quando discutíamos livros nas aulas da análise literária na faculdade – muitas visões tentando convergir para uma aceitação geral do que seria a intenção da coisas toda.

Enfim, estou excitadíssimo para desvendar o próximo! Irregular de Baker Street ao trabalho!

Abs,

Crédito das imagens (em ordem):

Molmo

MVDZIGN

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