Jaipur – Resenha

Publicado: 30 de julho de 2014 por Alexandre Trentini em Resenha
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Jaipur é um jogo criado por Sébastien Pauchon com arte de Alexandre Roche publicado em 2009. Jaipur é a capital do estado de Rajastão na Índia, no jogo dois mercadores disputam as riquezas conseguidas com vendas de iguarias para ver quem é o mais bem sucedido, o vencedor se tornará o vendedor pessoal do Marajá.

Game Box

 

 

Esse é um jogo de cartas para apenas duas pessoas com duração de no máximo 30 minutos em que o objetivo é conseguir mais dinheiro com a venda de iguarias que são representadas por cartas.

É um jogo simples, compacto, mas com um design bem interessante, fácil de explicar e apesar de dar poucas decisões aos jogadores, são decisões vitais que mitigam a sorte envolvida no jogo.

É distribuída para cada jogador uma mão de 5 cartas, são colocadas 3 cartas de camelo na mesa e 2 cartas compradas na pilha de compra (que podem ser iguarias ou camelos). Se existirem cartas camelo distribuídas para os jogadores, elas devem ficar fora da mão em uma pilha individual. Os camelos representam o transporte melhorado para iguarias e uma moeda de troca no jogo, camelos vão passar de mão em mão aos montes e mais surgirão na mesa de compra.

Setup

Existem 6 iguarias que podem ser vendidas em Jaipur: Couro (carta marrom), Tempero (carta verde), Roupas (carta roxa), Prata (carta cinza), Ouro (carta amarela) e Diamante (carta vermelha). O bem mais barato e abundante, o couro, possui valor de venda de 4 até 1, quem for vendendo primeiro seus produtos vende pelo maior valor, o mesmo ocorre com Tempero e Roupas que já possuem valores um pouco melhores, de 5 a 1, mas uma demanda um pouco menor, vendidas para pessoas de classe média. Já os 3 produtos mais caros possuem uma demanda ainda menor, produtos de luxo vendidos apenas para a alta casta, com um valor mais estável e maior, a prata possui valor de 5 sempre, o ouro de 6 a 5, o diamante de 7 a 5.

Cartas

Fichas

Em seu turno, cada jogador pode fazer apenas uma das seguintes ações:

1) Pegar uma carta da mesa, repondo com uma carta da pilha de cartas;
2) Trocar 2 ou mais bens da mesa por camelos, cartas da mão ou uma mistura de ambos;
3) Pegar TODOS os camelos da mesa, repondo com cartas da pilha de cartas;
4) Vender qualquer quantidade de um único bem que se encontra em sua mão, colocando as cartas na pilha de descarte e pegando uma ficha de valor vendido para cada unidade vendida em ordem decrescente (do maior valor para o menor valor).

Cada jogador não pode ultrapassar o limite de 7 cartas na mão em qualquer momento, se ele já possui 7 cartas ele não pode pegar uma carta na mesa, mas pode fazer a ação de troca. Camelos não contam para esse limite, pois ficam abertos na frente do jogador em seu Tableau. Se o jogador escolher vender um dos 3 bens mais caros, é necessário vender pelo menos 2 bens ao mesmo tempo.

Quando o jogador vende 3, 4 ou 5 bens de um tipo ao mesmo tempo ele recebe um bônus adicional de dinheiro representados pelas fichas pretas de 3, 4 e 5 cartas vendidas, elas valem pontos de vitória variados no fim da rodada, obviamente quanto maior a venda melhor o bônus.

No final da rodada, quem tiver mais camelos em seu tableau ganha uma ficha que vale 5 pontos.

A rodada termina imediatamente quando a mesa precisa ser reposta e não existem cartas na pilha de compra ou quando todas as fichas de 3 tipos de bens são exauridas.

Ao final da rodada cada jogador conta o valor de suas fichas e quem tiver mais dinheiro ganha um selo de excelência, se um jogador possuir 2 selos de excelência ele vence a partida, senão uma nova rodada começa.

Nesse jogo basicamente você precisa de camelos para poder comprar coleções de cartas do mesmo tipo sem dar a chance para o adversário quebrar sua combinação, porém ao comprar os camelos do mercado, você pode entregar ao seu adversário um mercado muito lucrativo, ou seja, pode entregar cartas muito valiosas que vem da pilha de compra, ao mesmo tempo se você dominar todos os camelos, fará com que o adversário esteja em maus lençóis quando ele quiser uma combinação de cartas que esteja no mercado (mesa). Dessa forma o ponto chave desse jogo está em como conduzir os camelos.

Existe sorte envolvendo o jogo? Certamente, é um jogo onde cartas aleatórias são compradas, a sorte está presente o tempo todo. Porém os jogadores tem um bom controle dessa sorte através da observação e memória, prever quando um jogador está colecionando uma cor é algo fundamental para quebrar a quantidade de dinheiro que ele irá levar.

A arte do jogo é muito bonita e caprichada, o jogo é bem compacto e num preço bom para o material encontrado, cerca de 17 dólares sem considerar o frete.

Enfim, é um excelente jogo para duas pessoas, ideal para ser jogado entre casais pelo tema agradável e curto tempo de partida, recomendo.

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comentários
  1. Aline disse:

    Eu tenho, mas ainda não joguei.

    Curtir

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