Ground Floor – curta resenha finalizada com um relato de sessão, para saborear

Publicado: 10 de julho de 2014 por Tiago Perretto em Relato, Resenha
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No Ground Floor existe tanto para fazer, que para resumir o melhor que puder vou enumerar as fases da rodada, as ações padrão no tabuleiro pessoal e aquelas possíveis no tabuleiro principal, sem, no entanto, elaborar em nenhuma delas, afinal, basta dizer que a explicação do jogo durou cerca de uma hora (ou mais de dez rodadas do Agricola, que acontecia na mesa ao lado).

Capa do jogo

(Imagem por zefquaavius)

 

As fases do turno:
– receber recursos (dinheiro, pastas e tempo dos empregados);
– contratar empregados (pagando em dinheiro e pastas de acordo com o nível do mercado – quanto mais contratações, mais o valor aumenta, pois o mercado aquece);
– agendar negócios (ações feitas no tabuleiro pessoal, cujos resultados são imediatos, ou empregados colocados para realizar ações no tabuleiro pessoal, mas estas serão realizadas somente na próxima fase, após todos os empregados de todos os jogadores terem sido alocados);
– conduzir negócios (são feitas as ações, em ordem, no tabuleiro principal);
– reorganizar:
a) downsize da empresa (por escolha, ou por obrigação, caso o jogador não consiga pagar pelos empregados);
b) recompor os marcadores de tempo (de acordo com a quantidade de empregados);
c) estocar os armazéns;
d) ajustar popularidade (todos descem um espaço);
e) acessar o mercado de trabalho (verificar como está o fluxo de empregados disponíveis no mercado);
f) fazer a previsão de como estará a economia (isso dá indicações de como estará a venda nas lojas).

As ações padrão a serem feitas no tabuleiro pessoal são:
– montagem (produz material de venda/troca);
– treinamento (torna o empregado contratado em ativo dentro da empresa);
– estocagem (não é uma ação e, sim, só um espaço para guardar o recurso produzido pela ação de montagem);
– sala de reunião (produz pastas – que são ideias, informações);
– pesquisa e testes (transforma os recursos produzidos pela montagem em pastas);
– propaganda (faz networking, o que pode aumentar a popularidade da empresa/produto).

As ações que são feitas no tabuleiro principal são:
– empresa de consultoria (o que pode vir a gerar pastas/ideias);
– agência de publicidade (tem três maneiras de agir: networking, material impresso ou propaganda em rádio/tv);
– bônus de marketing (as empresas/produtos mais populares recebem um bônus, escolhido na ordem de popularidade);
– armazém (pagando em dinheiro ou informação, a empresa adquire produto);
– indústria (produz o produto que pode vir a ser vendido na sequência);
– lojas de varejo (os jogadores, em ordem da posição na indústria – do primeiro ao último – colocam seus produtos para serem vendidos, tendo de levar em consideração como está a previsão do clima da economia, tentando avaliar como estarão as vendas, o quanto será vendido e por quanto será possível vender – as empresas com os produtos mais populares vendem antes);
– companhia de construção (a aquisição de novos andares, ou adição de locatários, podem ser incluídos na empresa).

Simples, não?

Pois bem, as regras em si não são das mais complexas, mas a interação entre tudo, ainda mais considerando o tempo/custo necessário para realizar certas ações, faz com que as decisões sejam difíceis, pois é necessário ponderar as possibilidades dos outros, a interferência que os outros podem ter, a influência da popularidade, a quantidade de tempo e empregados que os outros têm, entre outras coisas. Denso, realmente denso. Tantas possibilidades e opções. A partida dura até 9 rodadas ou até quando alguém conseguir incluir o 5o andar em sua empresa. O valor de produção do jogo é bem alta, com componentes e peças de qualidade notável.

(Imagem por itiswon)

 

Bem, com tanto para controlar não consigo dizer com precisão o que os outros jogadores estavam tentando, só que o Gallas (com uma empresa sem fins lucrativos) optou por fazer um jogo com menos trabalhadores, porém com um captação maior de recursos, para equilibrar o que perdia em ações. O André (com uma empresa de tecnologia emergente), após as primeiras rodadas, desistiu de disputar pela popularidade, que era disputada no tapa entre o Gallas, o Rafael e eu, e focou-se em obter dinheiro e ideias através do uso de ações em seu tabuleiro pessoal, e para tanto, foi o que contratou mais empregados, mais rapidamente, de forma a ter mais ações disponíveis, mas sofreu com a falta de dinheiro, tendo que pagar tanta gente e sem ter a primazia na venda do produto deles (já que a venda ocorre na ordem de popularidade). O Rafael, bem, não sei bem o que ele tentou. Ele disputou bastante na popularidade, mesmo sem ter um setor de relações públicas, como o Gallas e eu tínhamos (nós não descíamos na popularidade, na fase de ajuste), mas sofreu com o mercado de vendas, e ficou apertado em algumas rodadas, sem dinheiro e pastas para realizar algumas das ações, o que o deixou atrás na aquisição de novos andares.

Eu me foquei em aprimorar minhas áreas iniciais, enquanto também, como o André, investi em novos empregados, mas tive a vantagem em, na primeira rodada, ter o mercado de venda todo para mim, o que me rendeu um caminhão de dinheiro, e, depois, com a empresa de consultoria, recebia as ideias necessárias para expandir minha empresa. Absorvi uma equipe para ajudar na contratação e, depois, consegui investidores, para manter a empresa solvente.

O Gallas, mesmo com menos ações, era o mais rico e com mais ideias entre as empresas, além de ser, muitas vezes, a mais popular, mas vendia menos que eu, e construía menos que o André e eu. Ainda assim, o que ele adquiriu eram as construções mais valiosas, enquanto as minhas eram mais utilitárias. O final estava apertado, e na última rodada, as ligações do André e minha com a empresa de construção nos permitiu ocupar dois espaços para construção, o que deixou somente dois espaços livres, um para o Gallas e outro para o Rafael. Isso foi o diferencial num jogo apertado, pois minha segunda construção (que me rendeu 3 pontos) colocou-me à frente do Gallas e a partida terminou com a seguinte pontuação: 55 pontos para mim, 52 para o Gallas, 47 para o André e 40 para o Rafael. As cores, Rafael, foram: preto, roxo, azul e amarelo, respectivamente, Rafael.

A partida durou cerca de 3h30 mais uma hora de explicação. Aos que desejarem jogar aviso-os: não temam a explicação! O jogo vale o esforço.

Abs,

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comentários
  1. Aline disse:

    Não conhecia, parece bem legal.

    Curtir

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