Mascarade – Resenha

Publicado: 11 de junho de 2014 por Alexandre Trentini em Resenha
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Mascarade é um jogo projetado por Bruno Faidutti em 2013. É um jogo simples de blefe que tem como uma de suas maiores virtudes poder ser jogado de 2 a 13 jogadores, o que o caracteriza bem como um jogo de festas.


Mascarade é um jogo de blefe baseado em personagens, cada jogador é um personagem mascarado que ninguém tem certeza de quem é, as vezes nem mesmo o próprio jogador, cada personagem possui um poder, mas o jogador pode anunciar o poder de um personagem mesmo não sendo o personagem, se ninguém duvidar que ele é o personagem anunciado, o jogador pode executar o poder.

Cada jogador começa com 6 moedas, vence o jogo quem chegar a 13 moedas primeiro, mas caso algum jogador fique sem nenhuma moeda o jogo acaba imediatamente e vence quem tiver mais moedas.

Em jogos de 6 a 13 jogadores, no início do jogo é distribuída aberta uma carta de personagem para cada jogador e logo em seguida são fechadas, os quatro primeiros turnos servem para os 4 primeiros jogadores troquem suas cartas com a de outras pessoas (ou não) da seguinte forma: o jogador pega a carta de qualquer outro jogador e a sua, por baixo da mesa embaralha as duas e entrega uma carta para o outro jogador, pode ser a mesma carta que foi recebida ou não, isso serve para criar um caos na partida.

Nos turnos seguintes cada jogador pode fazer apenas uma das seguintes ações:

-Olhar sua carta;
-Trocar (ou não) sua carta com a de outro jogador, sem abrir nenhuma das cartas;
-Anunciar o poder de um personagem.

Quando alguém anuncia o poder de um personagem os outros jogadores podem desafiar o jogador dizendo que eles é que são o personagem anunciado. Se ninguém desafiar o jogador, ele pode executar a ação do personagem sem abrir a carta, senão todos os que desafiaram e o jogador abrem suas cartas e quem não for o personagem paga uma moeda para o tribunal, o jogador que possuir o personagem anunciado executa o poder, se ninguém possui o personagem anunciado, simplesmente cada um paga uma moeda para o tribunal e o turno segue para o próximo jogador.

Os personagens e seus poderes são:

Rei – Recebe 3 dinheiros do banco;
Rainha – Recebe 2 dinheiros do banco;
Juiz – Recebe todo o dinheiro do tribunal;
Espião – Olha a sua carta e a de outro jogador e por baixo da mesa embaralha as duas cartas e troca (ou não);
Bispo – Pega duas moedas de quem tiver mais moedas;
Tolo – Pega uma moeda do banco e troca (ou não) as cartas de duas outras pessoas;
Inquisitor – Aponta para um jogador e tenta adivinhar sua carta, se adivinhar, o jogador paga 4 moedas para o inquisitor;
Camponês x2 – Ganha uma moeda do banco, se dois camponeses revelarem suas cartas cada um ganha duas moedas;
Bruxa – Troca todo seu dinheiro com qualquer outro jogador;
Trapaceiro – Vence o jogo com 10 moedas ao invés de 13;
Viúva – Ganha dinheiro do banco até completar 10 moedas;
Ladrão – Rouba uma moeda do jogador a esquerda e um do jogador a direita.

Nem todos os personagens estão presentes em todas as partidas, pois com menos jogadores as combinações mudam.

Para partidas de 4 a 5 jogadores sempre existem 6 personagens, os personagens que sobrarem na distribuição para cada jogador ficam no centro da mesa, os jogadores podem trocar (ou não) seus personagens com os personagens da mesa em seu turno. Para jogos de 2 a 3 jogadores os jogadores jogam com mais de um personagem (2 personagens para jogos de 3 pessoas e 3 personagens para jogos de 2 pessoas).

Conclusão

A arte do jogo é muito bonita, o jogo é bem simples e bem funcional, os poderes de cada personagem são diferentes e alguns são melhores que outros, mas de um modo geral quem equilibra a partida são os jogadores, não é uma boa idéia deixar o jogador com o rei anunciar seu poder várias vezes sem trocar sua carta por exemplo. O jogo é bom em 6 ou mais jogadores, apesar de ser possível jogar em menos pessoas.

É um jogo que tem uma boa aceitação entre pessoas que não são acostumadas a jogar com freqüência, para quem  joga tabuleiro com freqüência a opinião é dividida, pois é um jogo simples e com caráter mais social, nem todos que gostam de jogos mais pesados gostam desse tipo de jogo.

Uma das aptidões testadas nesse jogo é a memória, pois mesmo que você não tenha 100% de certeza sobre as cartas por conta das trocas ocultas dos jogadores, você sabendo quem fez trocas (ou não) ajuda a definir as cartas que alguns jogadores tem chances de possuir e isso requer uma boa memória.

O preço é um tanto salgado para um jogo com pouquíssimos componentes, um bom preço para ele hoje está na média de 70 reais.

Eu o considero um bom jogo, com duração curta e flexibilidade no número de jogadores, o que é recomendado para festas ou grupos grandes de jogadores.

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comentários
  1. Aline disse:

    Adoro esse jogo. É muito divertido, além da arte que é bonita demais. A minha versão ainda tem o charme de ser francesa. XD

    Curtir

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