Eight-Minute Empire: Legends – resenha

Publicado: 24 de abril de 2014 por Tiago Perretto em Resenha
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Eight-Minute Empire: Legends é um jogo de controle de área mesclado com coleção de conjuntos (set collection). As regras são bem diretas: no seu turno você pega uma carta da fileira de seis cartas disponíveis. A primeira carta da fileira é de graça, as próximas duas custam 1 cada, a quarta e a quinta carta custam 2 cada, e a sexta (e última) carta custa 3. Cada carta possui duas informações relevantes: na parte de baixo está indicada qual a ação permitida pela carta (usualmente será: ou colocar exércitos (cubos) no tabuleiro, ou mover exércitos, ou remover exército de um dos oponentes, ou construir uma fortaleza). Na parte de cima da carta está o nome da mesma e o efeito especial dela: ou ter a carta lhe dará algum bônus para algum dos tipos de ação (como, por exemplo, dar-lhe um movimento extra quando movimentando, ou permitindo colocar um exército adicional) ou será alguma coisa relacionada à pontuação (como: 1 ponto de vitória por carta do tipo Floresta que você tiver ao final do jogo, ou 1 ponto de vitória para cada 3 moedas que você tiver ao final da partida).

No jogo ganha-se pontos por controlar territórios e regiões, bem como pontos advindos das cartas que dão, claro, pontos. Após certa quantidade de rodadas (8 rodadas para 4 jogadores – cada jogador terá, ao final, 8 cartas diante de si) o jogo encerra-se e quem tiver mais pontos, vence!

Primeiro de tudo: o jogo não demora somente 8 minutos para acabar. Está mais para 8 minutos por jogador – pode ser menos, claro, mas usualmente o jogo demorará entre 20 a 30 minutos. De qualquer maneira, ele senta-se confortavelmente na seção dos fillers. Mas é um filler mais parrudo que muitos, com carne nos ossos. A cada turno haverá escolhas entre várias opções: qual carta pegar, como melhor usar a ação fornecida. Não são decisões realmente difíceis, porém não são bobinhas – é preciso considerar, ponderar sobre seu jogo e o dos outros. Eight-Minute Empire: Legends é um jogo tático por natureza – no entanto suas escolhas podem partir do princípio do jogo até o final, não somente pela disposição de seus exércitos, como também porque certas cartas estão ligadas a outras, o que, portanto, afetará suas decisões futuras.

Como um jogo de controle de área, o Eight-Minute Empire: Legends oferece grande quantidade de interação entre os participantes, nem sempre na forma de ataques (existem poucas cartas que permitem isso), e sim mais na disputa por territórios e regiões. Além disso, as cartas que dão pontos exigem atenção dos envolvidos, já que deixar certas cartas disponíveis para outrem pode ceder uma significativa quantidade de pontos (por exemplo, se o mesmo jogador conseguir as duas cartas do tipo Nobre, ele ganhará 4 pontos). Portanto, Eight-Minute Empire: Legends não é do estilo de jogo “você faz o seu, eu faço o meu, no final comparamos” – neste jogo há luta! Bem, quase isso.

O valor de re-jogabilidade aparenta ser alto, posto que a ordem em que as cartas saem, algo que irá mudar sempre, afeta todo o andamento do jogo, e, ademais, o preparação do formato do tabuleiro também pode variar. Somado a isso, o jogo vem com variantes que certamente ajudarão para manter o frescor da novidade por mais tempo. Em todo caso, leia isso mantendo em mente que ainda não coloquei esse fator à toda prova.

Os componentes do jogo são excelentes: as peças do tabuleiro são resistentes, a caixa tem um tamanho apropriado e excelente para transporte, e o papel das cartas tem a espessura padrão. Eu gostaria que as moedas (de papel cartolina) fossem maiores, mas é algo que incomoda pouco (e certamente não a todos). O manual é bem composto e claro: é fácil encontrar informações. A arte no geral é excelente – Ryan Laukat, além de ser o designer, provou-se um artista talentoso.

Uma única coisa nos incomodou: o último jogador parece sofrer de uma certa desvantagem (sem ter qualquer vantagem inicial). O primeiro a jogar, na partida, é aquele que vencer o leilão inicial – ok. Mas quem joga em segundo, terceiro e quarto, estão, todos, na mesma posição: de terem perdido o leilão, mas estar em segundo (por estar à esquerda do vencedor do leilão), é mais vantajoso do que estar em terceiro que é melhor do que ser o quarto – isso mesmo que este último tenha sido, digamos, o segundo que mais apostou no leilão. Essa desvantagem ocorre por que, na primeira rodada, todos escolhem antes de você, e, principalmente, na última rodada, o primeiro jogador terá 6 opções de cartas, o próximo a jogar terá 5, depois 4 e, por fim, o quarto jogador terá somente três opções. Talvez se o último jogador ganhasse 1 ou 2 moedas a mais do que os demais, houvesse um equilíbrio maior – é difícil dizer. “Mas não é para ser justo, é por isso que tem o leilão inicial!”, alguém pode dizer. Eu até concordo, mas acredito que, então, deveria haver leilão para cada posição – para segundo e terceiro a jogar, ao invés de seguir a ordem horária a partir do vencedor do leilão inicial. Enfim, é válido notar que, ao menos, não é tudo ruim: o último a jogar fará uma jogada “sem resposta”, fazendo a ação final da partida, onde poderá tomar um território, ou uma região, sem que os outros possam fazer qualquer coisa contra. É, definitivamente, uma vantagem, mas não a vimos como suficiente para contrabalancear a desvantagem de ter somente três opções de cartas, mas quem sabe com mais partidas essa opinião mude? Pode acontecer.

Para resumir: Eight-Minute Empire: Legends é um bom jogo, um ótimo filler, com componentes acima da média, fácil de aprender e de jogar, oferecendo uma boa quantidade de decisões em um tempo de jogo tão pequeno. Eu o apreciei bastante e aguardo por jogá-lo mais vezes!

E é isso!

Abs,

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comentários
  1. Fernando Robert disse:

    Artes fantásticas! fiquei com vontade de jogar esse 😉

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  2. Olá, acho que vcs jogaram errado, sempre fica 6 cartas na mesa, sempre qdo alguém compra uma, as restantes são arrastadas pra esquerda e eh aberta uma nova na fileira… Aliais, acho até vantajoso ser o ultimo, porque ele vai ser o ultimo a jogar no final da partida, e pode atrapalhar movimentando seus exércitos por ultimo…

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