Galaxy Defenders – curta resenha mesclada com relato de sessão

Publicado: 18 de março de 2014 por Tiago Perretto em Relato, Resenha
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Olá, pessoas!

Galaxy Defenders é um jogo de batalha tático e cooperativo, com o tema de sci-fi, onde os jogadores assumem o papel de Agentes enviados para cumprir missões.

Não vou falar muito das regras porque certamente não usamos todas, e não lembro de todas as ações disponíveis. Mas, basicamente, o Galaxy Defenders é um jogo como vários outros, emprestando mecânicas de vários jogos e moldando em algo novo. Primeiro define-se quem será o jogador Alpha da rodada – esse será o primeiro a jogar, e a sequência da rodada segue, então, em ordem horária.

O jogador, em seu turno, têm uma ação, um movimento e um ataque. A ação envolve coisas diversas, como ativar coisas no cenário, destravar armas, utilizar equipamentos. Movimento é feito dentro do limite de cada personagem (entre os que utilizamos, três tinham movimento 4, e um tinha movimento 3) – a princípio não é permitido mover-se duas vezes. No ataque escolhe-se qual será a arma utilizada (todos têm uma arma melhor, mas com munição limitada, e uma arma pior, mas sem limite de munição). Cada arma indica quantos dados (d10) são rolados, bem como o alcance (se for uma arma de fogo) e eventuais efeitos que ocorre quando tira-se um relâmpago no dado (para quem conhece o Descent: Journeys in the Dark (Second Edition), é basicamente o mesmo, mas o efeito do relâmpago é direto). O defensor rola a quantidade de dados igual ao do dano sofrido (salvo algum efeito que reduza ou aumente a quantidade de dados) – cada símbolo de escudo rolado significa um dano absorvido.

Após a ação do Agente, vê-se qual serão os aliens ativados – cada um tem uma carta de I.A. que indica qual será a ação do alien de acordo com a distância em que ele estiver do Agente mais próximo (se houver dois ou mais Agentes equidistantes, considera-se aquele que estiver mais ferido e/ou com menor sobra de vida). Usualmente o alien irá atacar e o ataque procede da mesma forma que aquele realizado pelo Agente (rola-se a quantidade de dados indicada, soma-se o efeito de relâmpagos, se algum, rola-se dados igual à quantidade de dano feito). Após a ativação dos aliens, é a vez do Agente seguinte. Assim vai até que todos os Agentes tenham tido um turno – após isso, ocorre um Evento, que normalmente causa algum efeito geral e adiciona mais aliens no cenário. O jogo prossegue assim até que os Agentes alcancem a condição de vitória do cenário, ou até que mais da metade dos Agentes tenham morrido ou o tempo tenha esgotado, encerrando o cenário em derrota para os Agentes.

Como pode ser percebido, o Galaxy Defenders deriva de vários outros jogos de dungeon crawl: o baralho de I.A. lembra aquele presente no Gears of War: The Board Game. O combate e o movimento dos Agentes é parecido com o encontrado no Descent: Journeys in the Dark (Second Edition). O uso de munição e como perdê-las é similar ao do Doom: The Boardgame. Parece uma grande colagem, mas tudo funciona bem integrado.

No modo de campanha o jogo possui uma leve progressão nas habilidades e armamentos dos Agentes – nada tão significativa quanto o que ocorre no Gears of War: The Board Game, porém suficiente para passar a sensação de melhoramento que precisa estar presente (pelo menos para mim) quando existe uma interligação entre os cenários. Além disso, é permitido avançar na campanha mesmo sem vencer um cenário, desde que este seja completado parcialmente – se os jogadores optarem por dar sequência desta maneira, o cenário seguinte sofrerá algumas modificações dependendo se houve sucesso completo ou parcial na aventura anterior. É algo que demonstra o cuidado que os criadores tiveram com o modo de campanha – um ponto bastante positivo, ao meu ver. Aliás, o jogo vem com polpudos 12 cenários.

Como detalhe, é divertido ver que alguns dos personagens vêm direto de alguns filmes marcantes dos anos 80 – Aliens, Predador, Robocop. No entanto, não sei se isso é algo que está presente na versão comercial normal do jogo (a que joguei vem do Kickstarter, recheada de extras).

No cenário que jogamos, o 1º (Contatos ImediatosClose Encounters), os personagens escolhidos foram: Agente Thorium Biotech (Marcelo), Agente Iridium Sniper (Éder), Agente Iron Hulk (André) e Agente Xeno (eu). O Agente Iron é o Dutch (personagem do Schwarzenegger no filme Predador) e o Agente Xeno é, justamente, um Predador! Respeito mútuo e coisas assim. O objetivo é destruir quatro teletransportadores que estão trazendo aliens ilegais para o planeta.

O Agente Thorium foi sozinho pela esquerda e logo viu-se cercado por Spine Critters e Xeno-Betas. O Agente Iron seguiu pelo centro, de forma a tornar-se o principal alvo dos aliens, e para conseguir ainda mais atenção, atacou aqueles que apinhavam-se ao redor do Agente Thorium. O Agente Iridium tentou, a princípio, seguir o Agente Iron, mas perdeu contato e foi atacado por um Spine Critter, que lhe causou graves danos. O Xeno avançou pela direita, protegendo-se atrás dos morros, mas justamente um desses morros vez com que ele tivesse que dar uma grande volta, para ter acesso a um dos teletransportadores. O Agente Thorium resistiu aos ataques dos aliens remanescentes, mas estava bastante ferido. Contudo, em pior situação viu-se o Agente Iridium, que assustado pela ferocidade do ataque que sofrera, optou por afastar-se antes de atacar. Seu ataque eliminou a criatura, mas seu movimento foi um erro, pois colocou-se na mira de um dos Xeno-Betas, que não hesitou e, com seus disparos, matou o Agente.

Com um a menos tão rápido, os demais Agentes tiveram que se esforçar-se ainda mais, porém os resultados apareceram: dois dos teletransportadores foram destruídos, ambos pelo Agente Iron, e o Agente Xeno estava posicionado para destruir o terceiro. Só que mais aliens continuavam fluindo dos transportes, e em conjunto conseguiram derrubar o Agente Thorium, que apenas por um milagre manteve-se vivo, e ferir seriamente o Agente Iron. O Agente Thorium valeu-se de seus medicamentos para recuperar-se e, com os mesmos, deu uma sobrevida ao Agente Iron. Porém a barragem de ataques continuava forte. O Agente Xeno destruiu o terceiro teletransportador e encaminhou-se para o último, porém teve seu caminho impedido pela chegada de mais Xeno-Betas, incluindo um de elite, e Spine Critters. Num esforço conjunto dos aliens, o Agente Iron foi derrubado e morto. A situação agora era desesperada para os Agentes: o Agente Thorium permanecia bastante ferido, e o Agente Xeno, mesmo quase incólume, tinha diante de si uma barreira de aliens e sua camuflagem não iria ter efeito no combate corpo a corpo que viria.

Thorium e Xeno juntos conseguiram derrubar alguns dos aliens, buscando abrir um caminho de acesso até o teletransportador, mas a esperança esvaía-se: Thorium, após ser atacado por três Xeno-Betas, afinal caiu, resistindo até o derradeiro disparo. Com somente o Agente Xeno de pé, ele ainda alcançou o transportador, mas não conseguiu destruí-lo antes de seu tempo acabar.

Missão não cumprida!

De começamos achamos que o cenário seria bem tranquilo, mesmo com o Marcelo (o Agente Thorium) chorando e clamando por ajuda desde a primeira rodada, quando foi acossado por vários aliens que quase não conseguiram feri-lo. Por outro lado, o Éder (com o Agente Iridium), caiu tão cedo (a vida dele era a menor, somente 6, contra 8 do Thorium e do Xeno, e 15 do Iron), mas foi mais por culpa de um movimento errado: ele devia ter atacado e daí movido-se, vendo onde estaria seguro, mas moveu-se antes e daí atacou – assim ficou um espaço enorme no mapa onde ele poderia estar em segurança, porém acabou justamente na mira de um Xeno-Beta, que não perdeu a chance. Também de começo achamos que o Agente Iron jamais iria cair, mas eis que depois de mais de vinte ataques sofridos, aos poucos a vida dele foi minada.

Perdemos o cenário, mas vimos que ele não é dos mais difíceis, basta só um tanto mais de atenção na movimentação – eu, com o Agente Xeno, preferi ir atrás de uma arma especial do que seguir na direção do último transporte que faltava ser destruído – isso me custou fácil duas rodadas, e poderia ter feito a diferença, como vimos.

Vimos também que, depois que alguém é eliminado, fica efetivamente só de apoio: realizando rolagens para os aliens e torcendo.

Demoramos cerca de duas horas no 1º cenário (que tem duração prevista de 40 a 60 minutos), o que é um bom indicativo do quanto nos enrolamos para ir atrás dos objetivos.

Independente disso, o Galaxy Defenders mostrou-se um jogo divertido, provavelmente com um bom nível de desafio. Os componentes são de boa qualidade, com destaque, claro, para as miniaturas. Tivemos poucas dúvidas em relação às regras (nosso principal debate envolveu a movimentação dos aliens, ponderando sobre linhas de visão e qual ação tomariam), talvez até por termos certa experiência com os jogos que inspiraram o Galaxy Defenders.

Agora é esperar pela nossa próxima incursão!

E é isso.

Abs,

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